Leia mais clicando aqui...
Quando nada é o que parece ser!!! Afinal somos nós...
A Saúde, a Sociedade, a Tecnologia, o Futuro e muito humor à mistura!!!
Sexta-feira, 17 de Maio de 2013
Quinta-feira, 16 de Maio de 2013
MENOPAUSA PRECOCE
MENOPAUSA PRECOCE: Os dois ovários existentes nas mulheres são órgãos que pertencem, ao mesmo tempo, ao sistema reprodutor e ao sistema endocrinológico. Pela parte do sistema reprodutor, eles são os responsáveis pela maturação e liberação dos óvulos para serem fertilizados, enquanto que pela parte endocrinológica, eles são os responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos. A atuação conjunta de ambas as funções é responsável pelo ciclo menstrual durante os anos reprodutivos.
Os ovários envelhecem junto com as mulheres e com o passar do tempo seu funcionamento começa a deteriorar-se, provocando irregularidades menstruais, deficiência na produção de hormônios sexuais, redução da frequência de ovulação, diminuição da fertilidade e, por fim, a cessação completa e irreversível da menstruação, conhecida como menopausa, que ocorre geralmente a partir dos 50 anos de idade.
Quando os ovários entram em falência antes da hora, nomeadamente antes dos 40 anos de idade, damos o nome de menopausa precoce ou falência ovariana primária.
Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a menopausa precoce:
A maioria das mulheres entra na menopausa "natural" entre os 45 e 55 anos. A média é 51 anos de idade. Quando a menopausa surge antes dos 40 anos, dizemos que a mulher teve uma menopausa precoce, pois seus ovários entraram em falência mais cedo do que o habitual.
Ao contrário dos homens que produzem espermatozoides durante toda vida, as mulheres já nascem com uma quantidade contada de folículos ovarianos, que são os precursores dos óvulos. Em média, a mulher inicia a vida com 300 a 400 mil folículos ovarianos. Apesar de só liberar um óvulo por ciclo menstrual, o processo de maturação deste óvulo envolve o desenvolvimento de vários folículos ao mesmo tempo. No fim do processo, apenas um dos vários folículos torna-se maduro, dando origem ao óvulo. O restante involui e é desprezado pelo organismo.
Durante os 30 ou 40 anos de período fértil, a mulher consome todos os seus folículos, entrando na menopausa no momento em que já não possuir mais reserva de folículos ovarianos. Quando os ovários param de trabalhar, a mulher deixa de produzir hormônios sexuais, como estrogênio e progesterona, e deixa de ovular, tornando-se infértil.
Além de lidar com os sintomas típicos da menopausa, como fogachos, secura vaginal e alterações de humor, muitas mulheres submetidas à menopausa precoce têm de lidar com problemas emocionais importantes, principalmente se uma gravidez ainda estava nos seus planos. Mulheres ainda sem filhos que recebem o diagnóstico de menopausa precoce podem ficar emocionalmente devastadas.
A menopausa precoce surge quando a mulher já nasce com uma reserva menor que a esperada de folículos ovarianos ou quando ao longo da vida, por motivos diversos, os seus folículos são consumidos de forma mais rápida que o habitual.
Estudos mostram que:
- 0,1% das mulheres entram em menopausa antes dos 30 anos.
- 0,25% das mulheres entram em menopausa antes dos 35 anos.
- 1,0% das mulheres entram em menopausa antes dos 40 anos.
Na maioria dos casos, os médicos não conseguem definir claramente uma causa para a insuficiência ovariana. Em algumas mulheres, a menopausa precoce pode ser explicada por anormalidades genéticas, exposição a toxinas ou doenças auto-imunes (leia: DOENÇA AUTOIMUNE), mas para a maioria das pacientes, a falência ovariana acaba sendo classificada como idiopática, que significa não ter nenhuma causa conhecida. Mesmo que a maioria das situações termine não sendo esclarecida, uma investigação médica é importante, pois em muitos casos é possível identificar uma origem.
Entre as causas conhecidas de menopausa precoce podemos citar:
1. Defeitos cromossomiais.
Doenças genéticas ligadas ao cromossoma sexual X, como a síndrome de Turner e a síndrome do cromossoma X frágil, entre outras, podem levar à menopausa precoce por fazerem com que as pacientes nasçam com ovários defeituosos, contendo menos folículos saudáveis e muito folículos que sofrem atrofia.
As causas genéticas são geralmente diagnosticadas precocemente e muitas mulheres nem sequer entram na puberdade. Porém, é possível existir casos de mulheres que se desenvolvem normalmente, iniciam sua menstruação na época certa, mas acabam entrando em menopausa de forma precoce.
2. Drogas e toxinas
As causas mais comuns de menopausa precoce provocada por drogas ou toxinas são os tratamentos contra cânceres à base de quimioterapia ou radioterapia. Entre os quimioterápicos que podem provocar falência ovariana estão: bleomicina, etoposide, doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina e procarbazina.
Contato com pesticidas também pode levar à menopausa precoce.
o cigarro também está relacionado à falência ovariana, estando as mulheres fumantes sob maior risco de terem menopausa precoce. Em média, as fumantes entram em menopausa 2 anos antes das não fumantes, mas em alguns casos essa diferença pode ser ainda maior.
Atenção: o uso e pílulas anticoncepcionais não está relacionado à menopausa precoce.
3. Doenças autoimunes
O seu sistema imunológico pode produzir anticorpos contra o seu próprio ovário, danificando os folículos ovarianos.
4. Remoção dos ovários
Mulheres em idade fértil que são submetidas à remoção cirurgica dos ovários, geralmente como parte do tratamento de tumores malignos do sistema reprodutor feminino, obviamente, também entram na menopausa de forma precoce. Se não há ovários presentes, não há como haver ovulação ou produção adequada de hormônios sexuais.
A maioria das mulheres que acaba por desenvolver menopausa precoce apresenta um desenvolvimento sexual e reprodutivo normal durante a vida, com menarca (primeira menstruação da vida) no período esperado e ciclos menstruais mais ou menos regulares. Não é possível através da avaliação do padrão menstrual detectar precocemente quais mulheres estão sob maior risco de falência ovariana precoce.
Somente quando os ovários começam a apresentar sinais de falência é que os primeiros sintomas da menopausa precoce começam a surgir. Na verdade, os sintomas da menopausa precoce são semelhantes aos da menopausa normal, a única diferença é que eles começam a surgir antes do momento esperado.
Entre os sintomas da menopausa precoce, podemos citar:
- Irregularidade menstrual.
- Ausência de menstruação por mais de 3 meses.
- Afrontamentos ou fogachos.
- Suores noturnos.
- Secura vaginal.
- Alterações de humor.
- Diminuição do desejo sexual.
- Infertilidade.
Em geral, apenas 5 a 10% das mulheres que começam a entrar na menopausa precocemente conseguem engravidar e ter filhos antes da total falência dos ovários.
Se você tem menos de 40 anos e a sua menstruação está muito irregular, com falhas por 3 meses ou mais, consulte um ginecologista para uma avaliação completa. Você pode estar entrando na menopausa.
Laboratorialmente, as mulheres com menopausa precoce apresentam níveis elevados do hormônio FSH no sangue. O FSH é um hormônio liberado pela glândula hipófise, localizada na base do cérebro, que tem como função estimular os ovários a funcionar. Quando os ovários entram em falência, o cérebro responde aumentando a produção de FSH, numa tentativa desesperada de fazer os ovários voltarem a funcionar.
Se a paciente apresenta sinais de cessação iminente da menstruação, associado a um FSH sanguíneo elevado, o diagnóstico da menopausa precoce pode ser estabelecido. O próximo passo será investigar a existência de uma possível causa.
O diagnóstico da menopausa precoce pode ser devastador para a mulher, principalmente se a mesma ainda quiser ter filhos. Por isso, não basta o tratamento para problemas físicos, como prevenção da osteoporose, é preciso também cuidar da parte emocional da paciente.
Uma vez que os ovários param de funcionar, os níveis de estrogênio e progesterona da paciente despencam. A reposição destes hormônios é importante, principalmente na prevenção da osteoporose (leia: OSTEOPOROSE | Sintomas e tratamento). Nas mulheres jovens, a terapia de reposição hormonal tem mais benefícios e menos riscos que nas mulheres mais idosas. A reposição de vitamina D é outra forma de agir na prevenção do desgaste dos ossos que ocorre na menopausa (leia: VITAMINA D | Deficiência e suplementos).
O tratamento da infertilidade é um pouco mais complicado. Como já mencionado, apenas 5 e 10% das mulheres com menopausa precoce são capazes de ter filhos. O tratamento com estrogênio, medicamentos para a fertilidade, ou outros hormônios não ajudam a melhorar a fertilidade. Geralmente, a solução é a fertilização in vitro com os ovos doados. Este tipo de tratamento para infertilidade tem uma elevada taxa de sucesso mas tem a desvantagem de precisar de um óvulo doado.
Leia mais clicando aqui...
Os ovários envelhecem junto com as mulheres e com o passar do tempo seu funcionamento começa a deteriorar-se, provocando irregularidades menstruais, deficiência na produção de hormônios sexuais, redução da frequência de ovulação, diminuição da fertilidade e, por fim, a cessação completa e irreversível da menstruação, conhecida como menopausa, que ocorre geralmente a partir dos 50 anos de idade.
Quando os ovários entram em falência antes da hora, nomeadamente antes dos 40 anos de idade, damos o nome de menopausa precoce ou falência ovariana primária.
Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a menopausa precoce:
- O que é a menopausa precoce.
- Causas da menopausa precoce.
- Sintomas da menopausa precoce.
- Diagnóstico da menopausa precoce.
- Tratamento da menopausa precoce.
Se você está à procura de informações sobre a menopausa, leia também:
- FOGACHO E AFRONTAMENTO | Calor da menopausa
- SINTOMAS DA MENOPAUSA
O que é menopausa precoce
A maioria das mulheres entra na menopausa "natural" entre os 45 e 55 anos. A média é 51 anos de idade. Quando a menopausa surge antes dos 40 anos, dizemos que a mulher teve uma menopausa precoce, pois seus ovários entraram em falência mais cedo do que o habitual.
![]() |
| Menopausa precoce |
Durante os 30 ou 40 anos de período fértil, a mulher consome todos os seus folículos, entrando na menopausa no momento em que já não possuir mais reserva de folículos ovarianos. Quando os ovários param de trabalhar, a mulher deixa de produzir hormônios sexuais, como estrogênio e progesterona, e deixa de ovular, tornando-se infértil.
Além de lidar com os sintomas típicos da menopausa, como fogachos, secura vaginal e alterações de humor, muitas mulheres submetidas à menopausa precoce têm de lidar com problemas emocionais importantes, principalmente se uma gravidez ainda estava nos seus planos. Mulheres ainda sem filhos que recebem o diagnóstico de menopausa precoce podem ficar emocionalmente devastadas.
Causas de menopausa precoce
A menopausa precoce surge quando a mulher já nasce com uma reserva menor que a esperada de folículos ovarianos ou quando ao longo da vida, por motivos diversos, os seus folículos são consumidos de forma mais rápida que o habitual.
Estudos mostram que:
- 0,1% das mulheres entram em menopausa antes dos 30 anos.
- 0,25% das mulheres entram em menopausa antes dos 35 anos.
- 1,0% das mulheres entram em menopausa antes dos 40 anos.
Na maioria dos casos, os médicos não conseguem definir claramente uma causa para a insuficiência ovariana. Em algumas mulheres, a menopausa precoce pode ser explicada por anormalidades genéticas, exposição a toxinas ou doenças auto-imunes (leia: DOENÇA AUTOIMUNE), mas para a maioria das pacientes, a falência ovariana acaba sendo classificada como idiopática, que significa não ter nenhuma causa conhecida. Mesmo que a maioria das situações termine não sendo esclarecida, uma investigação médica é importante, pois em muitos casos é possível identificar uma origem.
Entre as causas conhecidas de menopausa precoce podemos citar:
1. Defeitos cromossomiais.
Doenças genéticas ligadas ao cromossoma sexual X, como a síndrome de Turner e a síndrome do cromossoma X frágil, entre outras, podem levar à menopausa precoce por fazerem com que as pacientes nasçam com ovários defeituosos, contendo menos folículos saudáveis e muito folículos que sofrem atrofia.
As causas genéticas são geralmente diagnosticadas precocemente e muitas mulheres nem sequer entram na puberdade. Porém, é possível existir casos de mulheres que se desenvolvem normalmente, iniciam sua menstruação na época certa, mas acabam entrando em menopausa de forma precoce.
2. Drogas e toxinas
As causas mais comuns de menopausa precoce provocada por drogas ou toxinas são os tratamentos contra cânceres à base de quimioterapia ou radioterapia. Entre os quimioterápicos que podem provocar falência ovariana estão: bleomicina, etoposide, doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina e procarbazina.
Contato com pesticidas também pode levar à menopausa precoce.
o cigarro também está relacionado à falência ovariana, estando as mulheres fumantes sob maior risco de terem menopausa precoce. Em média, as fumantes entram em menopausa 2 anos antes das não fumantes, mas em alguns casos essa diferença pode ser ainda maior.
Atenção: o uso e pílulas anticoncepcionais não está relacionado à menopausa precoce.
3. Doenças autoimunes
O seu sistema imunológico pode produzir anticorpos contra o seu próprio ovário, danificando os folículos ovarianos.
4. Remoção dos ovários
Mulheres em idade fértil que são submetidas à remoção cirurgica dos ovários, geralmente como parte do tratamento de tumores malignos do sistema reprodutor feminino, obviamente, também entram na menopausa de forma precoce. Se não há ovários presentes, não há como haver ovulação ou produção adequada de hormônios sexuais.
Sintomas da menopausa precoce
A maioria das mulheres que acaba por desenvolver menopausa precoce apresenta um desenvolvimento sexual e reprodutivo normal durante a vida, com menarca (primeira menstruação da vida) no período esperado e ciclos menstruais mais ou menos regulares. Não é possível através da avaliação do padrão menstrual detectar precocemente quais mulheres estão sob maior risco de falência ovariana precoce.
Somente quando os ovários começam a apresentar sinais de falência é que os primeiros sintomas da menopausa precoce começam a surgir. Na verdade, os sintomas da menopausa precoce são semelhantes aos da menopausa normal, a única diferença é que eles começam a surgir antes do momento esperado.
Entre os sintomas da menopausa precoce, podemos citar:
- Irregularidade menstrual.
- Ausência de menstruação por mais de 3 meses.
- Afrontamentos ou fogachos.
- Suores noturnos.
- Secura vaginal.
- Alterações de humor.
- Diminuição do desejo sexual.
- Infertilidade.
Em geral, apenas 5 a 10% das mulheres que começam a entrar na menopausa precocemente conseguem engravidar e ter filhos antes da total falência dos ovários.
Diagnóstico da menopausa precoce
Se você tem menos de 40 anos e a sua menstruação está muito irregular, com falhas por 3 meses ou mais, consulte um ginecologista para uma avaliação completa. Você pode estar entrando na menopausa.
Laboratorialmente, as mulheres com menopausa precoce apresentam níveis elevados do hormônio FSH no sangue. O FSH é um hormônio liberado pela glândula hipófise, localizada na base do cérebro, que tem como função estimular os ovários a funcionar. Quando os ovários entram em falência, o cérebro responde aumentando a produção de FSH, numa tentativa desesperada de fazer os ovários voltarem a funcionar.
Se a paciente apresenta sinais de cessação iminente da menstruação, associado a um FSH sanguíneo elevado, o diagnóstico da menopausa precoce pode ser estabelecido. O próximo passo será investigar a existência de uma possível causa.
Tratamento da menopausa precoce
O diagnóstico da menopausa precoce pode ser devastador para a mulher, principalmente se a mesma ainda quiser ter filhos. Por isso, não basta o tratamento para problemas físicos, como prevenção da osteoporose, é preciso também cuidar da parte emocional da paciente.
Uma vez que os ovários param de funcionar, os níveis de estrogênio e progesterona da paciente despencam. A reposição destes hormônios é importante, principalmente na prevenção da osteoporose (leia: OSTEOPOROSE | Sintomas e tratamento). Nas mulheres jovens, a terapia de reposição hormonal tem mais benefícios e menos riscos que nas mulheres mais idosas. A reposição de vitamina D é outra forma de agir na prevenção do desgaste dos ossos que ocorre na menopausa (leia: VITAMINA D | Deficiência e suplementos).
O tratamento da infertilidade é um pouco mais complicado. Como já mencionado, apenas 5 e 10% das mulheres com menopausa precoce são capazes de ter filhos. O tratamento com estrogênio, medicamentos para a fertilidade, ou outros hormônios não ajudam a melhorar a fertilidade. Geralmente, a solução é a fertilização in vitro com os ovos doados. Este tipo de tratamento para infertilidade tem uma elevada taxa de sucesso mas tem a desvantagem de precisar de um óvulo doado.
| Reacções: |
Sexta-feira, 10 de Maio de 2013
What do you think?
What do you think?:
Submitted by: noelmarfori
Posted at: 2013-04-13 14:58:12
See full post and comment: http://9gag.com/gag/7086183

Leia mais clicando aqui...
Submitted by: noelmarfori
Posted at: 2013-04-13 14:58:12
See full post and comment: http://9gag.com/gag/7086183
| Reacções: |
One thing I've learned in my math class
One thing I've learned in my math class:
Submitted by: postninegagcom
Posted at: 2013-04-14 14:19:33
See full post and comment: http://9gag.com/gag/7095428

Leia mais clicando aqui...
Submitted by: postninegagcom
Posted at: 2013-04-14 14:19:33
See full post and comment: http://9gag.com/gag/7095428
| Reacções: |
Tudo bons amigos
Tudo bons amigos:
Um caso apresentado por um leitor do Má
Despesa Pública que demonstra que as pessoas podem sair do Estado,
mas o Estado nunca sai delas próprias – ou das respectivas vidas
profissionais.

Leia mais clicando aqui...
Despesa Pública que demonstra que as pessoas podem sair do Estado,
mas o Estado nunca sai delas próprias – ou das respectivas vidas
profissionais.
«1. Rita
Carrilho Granado Godinho Antunes Rodrigues e Gonçalo Nuno
Mendes de Almeida Caseiro foram vogais da Agência para a
Modernização Administrativa, I.P., conforme se pode retirar do
despacho n.º 3001/2010, publicado na 2.ª série do Diário da
República, n.º 32, de 16 de fevereiro de 2010;
Carrilho Granado Godinho Antunes Rodrigues e Gonçalo Nuno
Mendes de Almeida Caseiro foram vogais da Agência para a
Modernização Administrativa, I.P., conforme se pode retirar do
despacho n.º 3001/2010, publicado na 2.ª série do Diário da
República, n.º 32, de 16 de fevereiro de 2010;
2. Maria Joana
Ribeiro e Silva de Almeida Neves exerceu funções de jurista na
Agência para a Modernização Administrativa no período em que Rita
Carrilho Granado Godinho Antunes Rodrigues e Gonçalo Nuno
Mendes de Almeida Caseiro foram vogais na Agência para a
Modernização Administrativa, I.P., como se pode verificar pelo
aviso n.º 22887/2010, publicado na 2.ª sério do Diário da
República, n.º 218, de 10 de Novembro de 2010;
Ribeiro e Silva de Almeida Neves exerceu funções de jurista na
Agência para a Modernização Administrativa no período em que Rita
Carrilho Granado Godinho Antunes Rodrigues e Gonçalo Nuno
Mendes de Almeida Caseiro foram vogais na Agência para a
Modernização Administrativa, I.P., como se pode verificar pelo
aviso n.º 22887/2010, publicado na 2.ª sério do Diário da
República, n.º 218, de 10 de Novembro de 2010;
3. Antes de
exercer funções na Agência para a Modernização Administrativa,
I.P., Maria Joana Ribeiro e Silva de Almeida Neves foi advogada na
sociedade de advogados Miranda, Correia, Amendoeira & Associados;
exercer funções na Agência para a Modernização Administrativa,
I.P., Maria Joana Ribeiro e Silva de Almeida Neves foi advogada na
sociedade de advogados Miranda, Correia, Amendoeira & Associados;
4. Maria Joana
Ribeiro e Silva de Almeida Neves é casada com João Amaral, advogado
da sociedade de advogados Miranda, Correia, Amendoeira &
Associados;
Ribeiro e Silva de Almeida Neves é casada com João Amaral, advogado
da sociedade de advogados Miranda, Correia, Amendoeira &
Associados;
5. Gonçalo
Mendes Diniz Vieira é diretor da Unidade de Desenvolvimento, Obras e
Manutenção da RNSA da Agência para a Modernização
Administrativa, I.P., desde 1 de Abril de 2010, como se pode
verificar do teor do despacho n.º 6374/2011, publicado na 2ª série
do Diário da República, n.º 74, de 14 de abril de 2011;
Mendes Diniz Vieira é diretor da Unidade de Desenvolvimento, Obras e
Manutenção da RNSA da Agência para a Modernização
Administrativa, I.P., desde 1 de Abril de 2010, como se pode
verificar do teor do despacho n.º 6374/2011, publicado na 2ª série
do Diário da República, n.º 74, de 14 de abril de 2011;
6. Rita Carrilho
Granado Godinho Antunes Rodrigues e Gonçalo Nuno Mendes de
Almeida Caseiro não foram reconduzidos como vogais na Agência para
a Modernização Administrativa, I.P., em junho de 2012/;
Granado Godinho Antunes Rodrigues e Gonçalo Nuno Mendes de
Almeida Caseiro não foram reconduzidos como vogais na Agência para
a Modernização Administrativa, I.P., em junho de 2012/;
7. Gonçalo Nuno
Mendes de Almeida Caseiro é vogal da Entidade de Serviços
Partilhados da Administração Pública, I. P., conforme se pode
retirar do despacho n.º 9135/2012, publicado na 2.ª série do
Diário da República, n.º 130, de 6 de julho de 2012;
Mendes de Almeida Caseiro é vogal da Entidade de Serviços
Partilhados da Administração Pública, I. P., conforme se pode
retirar do despacho n.º 9135/2012, publicado na 2.ª série do
Diário da República, n.º 130, de 6 de julho de 2012;
8. O Conselho
Diretivo da Entidade de Serviços Partilhados da Administração
Pública, I. P. tem salários iguais aos do Primeiro-Ministro;
Diretivo da Entidade de Serviços Partilhados da Administração
Pública, I. P. tem salários iguais aos do Primeiro-Ministro;
9. Rita Carrilho
Granado Godinho Antunes Rodrigues é advogada;
Granado Godinho Antunes Rodrigues é advogada;
10. Maria Joana Ribeiro e Silva de
Almeida Neves é diretora do Gabinete Jurídico da Entidade de
Serviços Partilhados da Administração Pública, I. P.;
Almeida Neves é diretora do Gabinete Jurídico da Entidade de
Serviços Partilhados da Administração Pública, I. P.;
11. Gonçalo Mendes Diniz Vieira
foi nomeado técnico especialista no Gabinete do Secretário de
Estado do Ensino Superior através do Despacho n.º 3717/2013,
publicado na 2.ª série do Diário da República, n.º 48, de 8 de
março de 2013, para, no período de 17 de dezembro de 2012 a 28 de
fevereiro de 2013, conceber um sistema de informação que articule
os temas patrimoniais das instituições de ensino superior com as
questões orgânicas, académicas e financeiras, auferindo o estatuto
remuneratório dos adjuntos.
foi nomeado técnico especialista no Gabinete do Secretário de
Estado do Ensino Superior através do Despacho n.º 3717/2013,
publicado na 2.ª série do Diário da República, n.º 48, de 8 de
março de 2013, para, no período de 17 de dezembro de 2012 a 28 de
fevereiro de 2013, conceber um sistema de informação que articule
os temas patrimoniais das instituições de ensino superior com as
questões orgânicas, académicas e financeiras, auferindo o estatuto
remuneratório dos adjuntos.
12. A Entidade de Serviços
Partilhados da Administração Pública, I. P., procedeu, no dia 8 de
novembro de 2012, a um ajuste direto em favor de Rita Carrilho
Granado Godinho Antunes Rodrigues na área da assessoria
jurídica na área de Direito Laboral e do Direito Público, no valor
de 13.490,00 €, por um período de 90 dias;
Partilhados da Administração Pública, I. P., procedeu, no dia 8 de
novembro de 2012, a um ajuste direto em favor de Rita Carrilho
Granado Godinho Antunes Rodrigues na área da assessoria
jurídica na área de Direito Laboral e do Direito Público, no valor
de 13.490,00 €, por um período de 90 dias;
13. A Entidade de Serviços
Partilhados da Administração Pública, I. P., procedeu, no dia 5 de
dezembro de 2012, a um ajuste direto em favor de sociedade de
advogados Miranda, Correia, Amendoeira & Associados na área da
aquisição de serviços de assessoria jurídica no âmbito do acordo
quadro de plataformas eletrónicas para o sistema nacional de compras
públicas, no valor de 25.850,00 €, por um período de 30 dias;
Partilhados da Administração Pública, I. P., procedeu, no dia 5 de
dezembro de 2012, a um ajuste direto em favor de sociedade de
advogados Miranda, Correia, Amendoeira & Associados na área da
aquisição de serviços de assessoria jurídica no âmbito do acordo
quadro de plataformas eletrónicas para o sistema nacional de compras
públicas, no valor de 25.850,00 €, por um período de 30 dias;
14. A Entidade de Serviços
Partilhados da Administração Pública, I. P., procedeu, no dia 5 de
dezembro de 2012, a um ajuste direto em favor de sociedade de
advogados Miranda, Correia, Amendoeira & Associados na área
aquisição de serviços de assessoria jurídica no âmbito do
Sistema Nacional de Compras Públicas e patrocínio judiciário em
contratação pública, no valor de 74.880,00 €, por um período de
365 dias;
Partilhados da Administração Pública, I. P., procedeu, no dia 5 de
dezembro de 2012, a um ajuste direto em favor de sociedade de
advogados Miranda, Correia, Amendoeira & Associados na área
aquisição de serviços de assessoria jurídica no âmbito do
Sistema Nacional de Compras Públicas e patrocínio judiciário em
contratação pública, no valor de 74.880,00 €, por um período de
365 dias;
15. As contratações indicadas em
13 e 14 supra tiveram lugar, independentemente do Despacho do
Ministro das Finanças de 12 de Setembro de 2012, a proibir qualquer aquisição de bens ou serviços por parte de entidades públicas;
13 e 14 supra tiveram lugar, independentemente do Despacho do
Ministro das Finanças de 12 de Setembro de 2012, a proibir qualquer aquisição de bens ou serviços por parte de entidades públicas;
16. A Entidade de Serviços Partilhados
da Administração Pública, I. P., procedeu, no dia 28 de fevereiro
de 2013, a um ajuste direto em favor da sociedade comercial por
quotas HEDV, Lda., pessoa coletiva n.º 510545092,
com sede na Rua Prof. Salazar de Sousa, n.º 20, 9
Esq., 1750-233 Lisboa,
de que são sócios gerentes Gonçalo Mendes Diniz Vieira e a sua
mulher, Vera Eiró, na área de serviços de consultoria para apoio à
revisão do modelo concetual, do novo acordo quadro de Manutenção
de Edifícios no valor de 10.000,00 €, por um período de 120
dias;
da Administração Pública, I. P., procedeu, no dia 28 de fevereiro
de 2013, a um ajuste direto em favor da sociedade comercial por
quotas HEDV, Lda., pessoa coletiva n.º 510545092,
com sede na Rua Prof. Salazar de Sousa, n.º 20, 9
Esq., 1750-233 Lisboa,
de que são sócios gerentes Gonçalo Mendes Diniz Vieira e a sua
mulher, Vera Eiró, na área de serviços de consultoria para apoio à
revisão do modelo concetual, do novo acordo quadro de Manutenção
de Edifícios no valor de 10.000,00 €, por um período de 120
dias;
17. Por sua vez, quando ainda era
vogal na Agência para a Modernização Administrativa, I.P., Rita
Carrilho Granado Godinho Antunes Rodrigues e Vera Eiró foram
membros do júri do procedimento concursal que visava o provimento do
cargo de Diretor do Gabinete Jurídico da Agência para a
Modernização Administrativa, I. P., como se pode retirar do aviso
n.º 4919/2011, publicado na 2.ª série do Diário da República,
n.º 34, de 17 de Fevereiro de 2011;
vogal na Agência para a Modernização Administrativa, I.P., Rita
Carrilho Granado Godinho Antunes Rodrigues e Vera Eiró foram
membros do júri do procedimento concursal que visava o provimento do
cargo de Diretor do Gabinete Jurídico da Agência para a
Modernização Administrativa, I. P., como se pode retirar do aviso
n.º 4919/2011, publicado na 2.ª série do Diário da República,
n.º 34, de 17 de Fevereiro de 2011;
18. Gonçalo Diniz Vieira é aluno
da pós-graduação em direito e prática em contratação pública
na Universidade Católica Portuguesa, em que é professora Vera Eiró,
sua mulher, e em que é entidade parceira a Entidade de Serviços
Partilhados da Administração Pública, I. P.»
da pós-graduação em direito e prática em contratação pública
na Universidade Católica Portuguesa, em que é professora Vera Eiró,
sua mulher, e em que é entidade parceira a Entidade de Serviços
Partilhados da Administração Pública, I. P.»
| Reacções: |
Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
Vale tudo!
Vale tudo!: Ao que parece a incidência de reacções adversas a medicamentos tem crescido exponencialmente. Isto nas receitas médicas, porque nas notificações de farmacovilância ao Infarmed,, nada disso...
Talvez a causa esteja na proximidade das férias, numa república de bananas.

Leia mais clicando aqui...
Talvez a causa esteja na proximidade das férias, numa república de bananas.

| Reacções: |
TSH E T4 LIVRE | Exames da tireoide
TSH E T4 LIVRE | Exames da tireoide: As duas principais alterações da glândula tireoide (ou tiroide), o hipotireoidismo e o hipertireoidismo, são diagnosticados laboratorialmente através da coleta de sangue para medição dos níveis sanguíneos de, basicamente, dois hormônios, chamados T4 livre e TSH.
Neste artigo vamos explicar como se interpreta os resultados dos principais exames de sangue relacionados à tireoide. Ao longo do texto, abordaremos os seguintes pontos
De modo bem sucinto, hipotireoidismo é a doença provocada pela produção insuficiente de hormônios da tireoide, enquanto que hipertireoidismo é a doença provocada pelo excesso de produção de hormônios tireoidiano. Ambas as doenças podem ser diagnosticadas através da dosagem de hormônios tireoidianos circulantes no sangue. Porém, para entender o que significam siglas como TSH, T3 e T4 livre, é preciso primeiro compreender com funciona a tireoide.
A tireoide é uma glândula em forma de borboleta, que se localiza na base do pescoço. A tireoide capta o iodo consumido nos alimentos e o junta a um aminoácido chamado tirosina para criar dois hormônios, conhecidos como triiodotironina (T3) e tiroxina (T4).
O T3 e o T4 sintetizados pela tireoide são lançados na corrente sanguínea, onde irão atuar em todas as células do nosso organismo, regulando o metabolismo das mesmas, ou seja, ditando o modo como as células irão transformar oxigênio, glicose e calorias em energia. Quando a tireoide produz muito T3 e T4, nosso metabolismo acelera. Quando a tireoide produz pouco T3 e T4, o nosso metabolismo se torna mais lento.
Em geral, do total de hormônios produzidos pela tireoide, 80% são T4 e 20% são T3. Apesar de ser produzido em menor quantidade, o T3 é um hormônio muito mais potente que o T4, sendo a sua concentração sanguínea a responsável direta por ditar o ritmo do metabolismo do corpo.
O T4 é, na verdade, um pró-hormônio, ou seja, um precursor do T3. 80% do T4 lançado na corrente sanguínea, ao chegar em órgãos ou tecidos, como fígado, rins, baço, músculos ou gordura é transformado em T3 para utilização das células. Portanto, o T3 é efetivamente o hormônio tireoidiano que age no nosso organismo, tendo sua origem predominantemente no T4 circulante. Apenas uma pequena parcela do T3 atuante é diretamente produzida pela tireoide.
Mais de 99% do T4 e do T3 circulantes na corrente sanguínea estão ligados a uma proteína chamada TBG (globulina ligadora de tiroxina, sigla em inglês). Estes hormônios ligados à TBG são inócuos, não podendo ser utilizados pelos órgãos e tecidos. Portanto, apenas uma ínfima fração, chamada T4 livre e T3 livre são quimicamente ativas e podem modular o metabolismo do corpo. Apenas o T4 livre é capaz de ser transformado em T3 nos órgãos e tecidos.
Resumindo:
1- Quem efetivamente age nas células do corpo modulando o metabolismo é o hormônio T3.
2- Grande parte do T3 ativo é derivado da conversão de T4 nos tecidos periféricos.
3- Como mais de 99% do T4 está ligado à TBG, no final das contas, apenas uma ínfima parcela de menos de 1% de T4 livre é efetivamente quem fornece T3 para os órgãos e tecidos do corpo usarem em suas células.
Concluindo, a dosagem do T4 livre sanguíneo é o exame que nos dá realmente a noção de quanto hormônio tireoidiano potencialmente útil há na circulação. Se houver muito T4 livre circulante, haverá muita produção de T3 nos órgãos, levando ao hipertireoidismo. Se houver pouco T4 livre circulante, haverá falta de T3 para os tecidos, provocando o hipotireoidismo.
Na prática clínica, a dosagem de T4 livre acaba sendo, na maioria dos casos, mais útil que a dosagem de T3 ou T3 livre.
A quantidade de T3 e T4 produzidas pela glândula tireoide é cuidadosamente controlada pelo sistema nervoso central, mais especificamente pela hipófise, uma glândula localizada na base do cérebro. Em pessoas com a tireoide sadia, a quantidade de hormônios tireoidianos livres no sangue é mantida sempre de forma a não haver nem excessos nem insuficiência. Se há T4 livre a mais no sangue, a tireoide reduz a sua produção de T3 e T4. Por outro lado, se há sinais de que os níveis de T4 livre começam a ser insuficientes, a tireoide rapidamente começa a produzir mais T3 e T4, de forma a não deixar o metabolismo corporal desacelerar.
A ordem para a tireoide aumentar ou reduzir a sua produção de T3 e T4 vem da hipófise, através de um hormônio chamado TSH (hormônio estimulador da tireoide, sigla em inglês).
Veja figura ao lado e acompanhe o raciocínio. Quando existe pouco hormônio tireoidiano circulante, a hipófise sente essa deficiência e aumenta a secreção de TSH, dando ordem para que haja uma maior produção de T3 e T4 pela tireoide. Quando os níveis de T3 e T4 voltam a ficar satisfatórios, a hipófise sente esta normalização e automaticamente reduz a produção de TSH, reduzindo, consequentemente, o estímulo sobre a tireoide, evitando que esta passe a produzir hormônios em excesso.
O balanço entre os níveis de TSH e T4 livre é muito delicado. A hipófise precisa manter sempre uma concentração de TSH ideal, de modo que ao mesmo tempo impeça a tireoide de produzir poucos hormônios, mas também não a estimule a produzi-los demais.
Na imensa maioria dos casos, bastam as dosagens de TSH e T4 livre para podermos avaliar como anda o funcionamento da tireoide. Antes de explicarmos como interpretar os resultados destes dois hormônios, é preciso saber quais são os seus valores de referência (estes valores podem mudar discretamente de um laboratório para outro).
Valores normais de TSH: 0,4 to 4,5 mU/L.
Valores normais de T4 livre: 0.7–1.8 ng/dl.
A atual técnica de detecção do TSH é chamada de TSH ultra sensível, pois ao contrário das primeiras gerações deste exame, o método ultra sensível consegue detectar níveis tão baixos de TSH quanto 0,1 mU/L.
Os níveis de TSH se elevam sempre que a glândula hipófise sente que há uma queda nos níveis de hormônio tireoidiano na circulação. Nos pacientes com hipotireoidismo, a hipófise precisa manter níveis de TSH mais elevados que o normal (acima de 4,5 ou 5 mU/L), de forma estimular constantemente a tireoide a aumentar a sua produção de T3 e T4. A partir deste ponto, podemos ter 3 situações distintas:
1. Hipotireoidismo subclínico
Se a doença da tireoide ainda for branda e a elevação do TSH conseguir estimular a produção dos hormônios tireoidianos de forma a mantê-los em níveis adequados, o paciente não apresentará sintoma algum, já que os sintomas do hipotireoidismo só surgem quando os níveis de T4 livres estão baixos. Este é o caso do hipotireoidismo subclínico, que é uma forma inicial de hipotireoidismo.
Os pacientes com hipotireoidismo subclínico costumam ter TSH um pouco elevado, entre 5,0 e 10,0 mU/L, e um T4 livre normal, entre 0.7–1.8 ng/dl.
2. Hipotireoidismo clínico
Se a doença da tireoide for mais severa, por mais que a hipófise aumente a produção de TSH, a tireoide do paciente será incapaz de produzir hormônios tireoidianos de forma a normalizar os níveis sanguíneos. Nestes casos, o paciente tem TSH elevado, geralmente acima de 10 mU/L e níveis baixos de T4 livre. Como o seu T4 livre está baixo, o paciente costuma ter os sintomas típicos do hipotireoidismo.
Pacientes com hipotireoidismo não tratado podem ter níveis muito elevados de TSH, às vezes, acima de 100 mU/L.
3. Hipertireoidismo central
Uma situação completamente diferente ocorre quando o paciente tem níveis elevados de TSH, mas também de T4 livre. Neste caso, o problema não está na tireoide, que responde adequadamente ao estímulo do TSH. O problema está na hipófise, que mantém uma produção elevada de TSH apesar do paciente já ter níveis elevados de hormônio tireoidianos na circulação. Como há excesso de T4 livre, o paciente apresenta sintomas de hipertireoidismo. Esta forma de hipertireoidismo, causada por disfunção da hipófise, é mais rara que o hipertireoidismo provocado por doença da tireoide.
O raciocínio em cima do TSH baixo é o mesmo para o TSH elevado. Se há muita circulação de hormônio tireoidiano no sangue, a hipófise reduz a sua liberação de TSH, diminuindo o estímulo sobre a tireoide. Do mesmo modo, podemos ter 3 situações distintas:
1. Hipertireoidismo subclínico
Se a tireoide anda muito funcionante, os níveis de TSH desabam, de forma a cessar o estímulo sobre a mesma. No hipertireoidismo subclínico, o TSH está muito baixo, abaixo de 0,4 mU/L, mas os níveis de T4 livre encontram-se normais. O paciente, portanto, não apresenta sintomas.
2. Hipertireoidismo clínico
Algumas doenças fazem com que a tireoide fique excessivamente ativa e passe a funcionar de forma independente da hipófise, produzindo hormônios mesmo que não haja estímulo pelo TSH. A hipófise encontra-se parada, com níveis de TSH de 0,1 mU/L (o nível mais baixo que conseguimos dosar), mas o T4 livre encontra-se muito elevado. Estes são os casos de hipertireoidismo clínico.
3. Hipotireoidismo central
Se o TSH estiver muito baixo, mas o T4 livre também, estamos diante de uma tireoide sadia, que responde adequadamente à falta de TSH. O problema mais uma vez será da hipófise, que diante de um nível baixo de T4 livre mostra-se incapaz de aumentar a liberação de TSH, de forma a estimular a tireoide a produzir mais hormônios e impedir que o paciente tenha hipotireoidismo. Esta forma de hipotireoidismo, originada na hipófise, é mais rara que o hipotireoidismo originado por problemas na tireoide.
O diagnóstico de hipotireoidismo e hipertireoidismo, sejam eles clínicos ou subclínicos, é feito na maioria dos casos apenas com dosagem dos níveis de TSH e T4 livre. Eventualmente, os níveis de T3 livre podem ser solicitados em casos mais complexos, que não cabem ser explicados aqui.
A dosagem de anticorpos contra a tireoide, como o Anti-TPO, anti-tireoglobulina e TRAb serão abordados em um artigo à parte que será escrito brevemente.
Leia mais clicando aqui...
Neste artigo vamos explicar como se interpreta os resultados dos principais exames de sangue relacionados à tireoide. Ao longo do texto, abordaremos os seguintes pontos
- Como funciona a tireoide.
- Quais são os hormônios da tireoide.
- O que são TSH, T3 e T4.
- Importância do T4 livre.
- Valores normais de T4 livre e TSH.
- Significado de um TSH alto.
- Significado de um TSH baixo.
O que são hipotireoidismo e hipertireoidismo
De modo bem sucinto, hipotireoidismo é a doença provocada pela produção insuficiente de hormônios da tireoide, enquanto que hipertireoidismo é a doença provocada pelo excesso de produção de hormônios tireoidiano. Ambas as doenças podem ser diagnosticadas através da dosagem de hormônios tireoidianos circulantes no sangue. Porém, para entender o que significam siglas como TSH, T3 e T4 livre, é preciso primeiro compreender com funciona a tireoide.
Se você quiser saber mais sobre as doenças da tireoide, leia também os seguintes artigos:
- SINTOMAS DO HIPOTIREOIDISMO
- HIPOTIREOIDISMO (TIREOIDITE DE HASHIMOTO)
- HIPERTIREOIDISMO E DOENÇA DE GRAVES
- NÓDULO NA TIREOIDE
- HIPOTIREOIDISMO | Perguntas e respostas
Como funciona a tireoide
A tireoide é uma glândula em forma de borboleta, que se localiza na base do pescoço. A tireoide capta o iodo consumido nos alimentos e o junta a um aminoácido chamado tirosina para criar dois hormônios, conhecidos como triiodotironina (T3) e tiroxina (T4).
O T3 e o T4 sintetizados pela tireoide são lançados na corrente sanguínea, onde irão atuar em todas as células do nosso organismo, regulando o metabolismo das mesmas, ou seja, ditando o modo como as células irão transformar oxigênio, glicose e calorias em energia. Quando a tireoide produz muito T3 e T4, nosso metabolismo acelera. Quando a tireoide produz pouco T3 e T4, o nosso metabolismo se torna mais lento.
Em geral, do total de hormônios produzidos pela tireoide, 80% são T4 e 20% são T3. Apesar de ser produzido em menor quantidade, o T3 é um hormônio muito mais potente que o T4, sendo a sua concentração sanguínea a responsável direta por ditar o ritmo do metabolismo do corpo.
O T4 é, na verdade, um pró-hormônio, ou seja, um precursor do T3. 80% do T4 lançado na corrente sanguínea, ao chegar em órgãos ou tecidos, como fígado, rins, baço, músculos ou gordura é transformado em T3 para utilização das células. Portanto, o T3 é efetivamente o hormônio tireoidiano que age no nosso organismo, tendo sua origem predominantemente no T4 circulante. Apenas uma pequena parcela do T3 atuante é diretamente produzida pela tireoide.
O que é o T4 livre
Mais de 99% do T4 e do T3 circulantes na corrente sanguínea estão ligados a uma proteína chamada TBG (globulina ligadora de tiroxina, sigla em inglês). Estes hormônios ligados à TBG são inócuos, não podendo ser utilizados pelos órgãos e tecidos. Portanto, apenas uma ínfima fração, chamada T4 livre e T3 livre são quimicamente ativas e podem modular o metabolismo do corpo. Apenas o T4 livre é capaz de ser transformado em T3 nos órgãos e tecidos.
Resumindo:
1- Quem efetivamente age nas células do corpo modulando o metabolismo é o hormônio T3.
2- Grande parte do T3 ativo é derivado da conversão de T4 nos tecidos periféricos.
3- Como mais de 99% do T4 está ligado à TBG, no final das contas, apenas uma ínfima parcela de menos de 1% de T4 livre é efetivamente quem fornece T3 para os órgãos e tecidos do corpo usarem em suas células.
Concluindo, a dosagem do T4 livre sanguíneo é o exame que nos dá realmente a noção de quanto hormônio tireoidiano potencialmente útil há na circulação. Se houver muito T4 livre circulante, haverá muita produção de T3 nos órgãos, levando ao hipertireoidismo. Se houver pouco T4 livre circulante, haverá falta de T3 para os tecidos, provocando o hipotireoidismo.
Na prática clínica, a dosagem de T4 livre acaba sendo, na maioria dos casos, mais útil que a dosagem de T3 ou T3 livre.
Papel do TSH
A quantidade de T3 e T4 produzidas pela glândula tireoide é cuidadosamente controlada pelo sistema nervoso central, mais especificamente pela hipófise, uma glândula localizada na base do cérebro. Em pessoas com a tireoide sadia, a quantidade de hormônios tireoidianos livres no sangue é mantida sempre de forma a não haver nem excessos nem insuficiência. Se há T4 livre a mais no sangue, a tireoide reduz a sua produção de T3 e T4. Por outro lado, se há sinais de que os níveis de T4 livre começam a ser insuficientes, a tireoide rapidamente começa a produzir mais T3 e T4, de forma a não deixar o metabolismo corporal desacelerar.
![]() |
| Funcionamento da tireoide |
Veja figura ao lado e acompanhe o raciocínio. Quando existe pouco hormônio tireoidiano circulante, a hipófise sente essa deficiência e aumenta a secreção de TSH, dando ordem para que haja uma maior produção de T3 e T4 pela tireoide. Quando os níveis de T3 e T4 voltam a ficar satisfatórios, a hipófise sente esta normalização e automaticamente reduz a produção de TSH, reduzindo, consequentemente, o estímulo sobre a tireoide, evitando que esta passe a produzir hormônios em excesso.
O balanço entre os níveis de TSH e T4 livre é muito delicado. A hipófise precisa manter sempre uma concentração de TSH ideal, de modo que ao mesmo tempo impeça a tireoide de produzir poucos hormônios, mas também não a estimule a produzi-los demais.
Valores normais de TSH e T4 livre
Na imensa maioria dos casos, bastam as dosagens de TSH e T4 livre para podermos avaliar como anda o funcionamento da tireoide. Antes de explicarmos como interpretar os resultados destes dois hormônios, é preciso saber quais são os seus valores de referência (estes valores podem mudar discretamente de um laboratório para outro).
Valores normais de TSH: 0,4 to 4,5 mU/L.
Valores normais de T4 livre: 0.7–1.8 ng/dl.
A atual técnica de detecção do TSH é chamada de TSH ultra sensível, pois ao contrário das primeiras gerações deste exame, o método ultra sensível consegue detectar níveis tão baixos de TSH quanto 0,1 mU/L.
O que significa um TSH elevado?
Os níveis de TSH se elevam sempre que a glândula hipófise sente que há uma queda nos níveis de hormônio tireoidiano na circulação. Nos pacientes com hipotireoidismo, a hipófise precisa manter níveis de TSH mais elevados que o normal (acima de 4,5 ou 5 mU/L), de forma estimular constantemente a tireoide a aumentar a sua produção de T3 e T4. A partir deste ponto, podemos ter 3 situações distintas:
1. Hipotireoidismo subclínico
Se a doença da tireoide ainda for branda e a elevação do TSH conseguir estimular a produção dos hormônios tireoidianos de forma a mantê-los em níveis adequados, o paciente não apresentará sintoma algum, já que os sintomas do hipotireoidismo só surgem quando os níveis de T4 livres estão baixos. Este é o caso do hipotireoidismo subclínico, que é uma forma inicial de hipotireoidismo.
Os pacientes com hipotireoidismo subclínico costumam ter TSH um pouco elevado, entre 5,0 e 10,0 mU/L, e um T4 livre normal, entre 0.7–1.8 ng/dl.
2. Hipotireoidismo clínico
Se a doença da tireoide for mais severa, por mais que a hipófise aumente a produção de TSH, a tireoide do paciente será incapaz de produzir hormônios tireoidianos de forma a normalizar os níveis sanguíneos. Nestes casos, o paciente tem TSH elevado, geralmente acima de 10 mU/L e níveis baixos de T4 livre. Como o seu T4 livre está baixo, o paciente costuma ter os sintomas típicos do hipotireoidismo.
Pacientes com hipotireoidismo não tratado podem ter níveis muito elevados de TSH, às vezes, acima de 100 mU/L.
3. Hipertireoidismo central
Uma situação completamente diferente ocorre quando o paciente tem níveis elevados de TSH, mas também de T4 livre. Neste caso, o problema não está na tireoide, que responde adequadamente ao estímulo do TSH. O problema está na hipófise, que mantém uma produção elevada de TSH apesar do paciente já ter níveis elevados de hormônio tireoidianos na circulação. Como há excesso de T4 livre, o paciente apresenta sintomas de hipertireoidismo. Esta forma de hipertireoidismo, causada por disfunção da hipófise, é mais rara que o hipertireoidismo provocado por doença da tireoide.
O que significa um TSH baixo?
O raciocínio em cima do TSH baixo é o mesmo para o TSH elevado. Se há muita circulação de hormônio tireoidiano no sangue, a hipófise reduz a sua liberação de TSH, diminuindo o estímulo sobre a tireoide. Do mesmo modo, podemos ter 3 situações distintas:
1. Hipertireoidismo subclínico
Se a tireoide anda muito funcionante, os níveis de TSH desabam, de forma a cessar o estímulo sobre a mesma. No hipertireoidismo subclínico, o TSH está muito baixo, abaixo de 0,4 mU/L, mas os níveis de T4 livre encontram-se normais. O paciente, portanto, não apresenta sintomas.
2. Hipertireoidismo clínico
Algumas doenças fazem com que a tireoide fique excessivamente ativa e passe a funcionar de forma independente da hipófise, produzindo hormônios mesmo que não haja estímulo pelo TSH. A hipófise encontra-se parada, com níveis de TSH de 0,1 mU/L (o nível mais baixo que conseguimos dosar), mas o T4 livre encontra-se muito elevado. Estes são os casos de hipertireoidismo clínico.
3. Hipotireoidismo central
Se o TSH estiver muito baixo, mas o T4 livre também, estamos diante de uma tireoide sadia, que responde adequadamente à falta de TSH. O problema mais uma vez será da hipófise, que diante de um nível baixo de T4 livre mostra-se incapaz de aumentar a liberação de TSH, de forma a estimular a tireoide a produzir mais hormônios e impedir que o paciente tenha hipotireoidismo. Esta forma de hipotireoidismo, originada na hipófise, é mais rara que o hipotireoidismo originado por problemas na tireoide.
Conclusão
O diagnóstico de hipotireoidismo e hipertireoidismo, sejam eles clínicos ou subclínicos, é feito na maioria dos casos apenas com dosagem dos níveis de TSH e T4 livre. Eventualmente, os níveis de T3 livre podem ser solicitados em casos mais complexos, que não cabem ser explicados aqui.
A dosagem de anticorpos contra a tireoide, como o Anti-TPO, anti-tireoglobulina e TRAb serão abordados em um artigo à parte que será escrito brevemente.
| Reacções: |
15 CAUSAS PARA MENSTRUAÇÃO ATRASADA
15 CAUSAS PARA MENSTRUAÇÃO ATRASADA: O atraso menstrual é o sinal mais precoce de uma gravidez, porém dezenas de outras causas podem fazer com que sua menstruação não desça no dia esperado. Em geral, poucos dias de atraso menstrual podem ocorrer até em mulheres com ciclo menstrual regular, sem que isso tenha qualquer relevância clínica.
Nas mulheres não grávidas, mesmo quando a menstruação resolve não vir em um determinado mês, a chance disso ser algo importante é pequena. Entretanto, quando a menstruação não desce por 3 meses seguidos, consideramos que a mulher apresenta amenorreia. Nestes casos, uma vez excluída a possibilidade de gravidez, algumas doenças podem estar por trás da cessação da menstruação.
Neste artigo vamos abordar as 15 causas comuns para atraso menstrual. Portanto, se a sua menstruação atrasou, veja em qual situação você se encaixa.
Causa nº1 para menstruação atrasada: gravidez
Toda mulher sexualmente ativa que apresenta atraso menstrual deve obrigatoriamente pensar em gravidez. A gravidez deve ser a primeira hipótese a ser descartada, mesmo nas mulheres que referem usar métodos contraceptivos, como camisinha ou pílula anticoncepcional.
A cessação da menstruação costuma ser o primeiro sintoma de uma gravidez. Porém, cerca de 1/3 das grávidas apresenta pequenos sangramentos de escape no primeiro trimestre de gestação, fazendo com que as mulheres achem que a sua menstruação está vindo normalmente. Portanto, se a sua menstruação atrasou alguns dias, e logo depois você apresentou um sangramento vaginal diferente daquele que está habituada a ter durante o período menstrual, uma gravidez ainda pode ser a causa.
Não há maneira mais segura de se confirmar ou descartar uma gestação em curso do que fazer um teste de gravidez. Os testes atuais já são capazes de identificar uma gravidez com apenas um dia de atraso menstrual. Porém, os exames são mais confiáveis se realizados após 1 semana de atraso. A dosagem do BhCG sanguíneo é o teste mais confiável, mas o teste de gravidez de farmácia é mais fácil de ser feito e apresenta também elevada taxa de acerto.
O ciclo menstrual é facilmente influenciado por fatores externos ao sistema reprodutor. Fatores emocionais são suficientes para atrasar sua menstruação por alguns dias. O estresse ou ansiedade excessiva podem afetar negativamente a sua produção hormonal, que é regulada pelo hipotálamo, uma parte do cérebro. O estresse pode, inclusive, fazer com que você não ovule em um determinado ciclo, causando ausência de menstruação neste mês.
Quando falamos em estresse, estão incluídos situações comuns a muitas pessoas, como trabalho excessivo, problemas profissionais, financeiras ou familiares, ter uma prova importante a curto prazo, precisar defender uma tese, ter um filho doente em casa, etc. Alterações bruscas no horário de trabalho, como necessidade constante de trabalhar de madrugada, podem atrapalhar o ciclo do sono e interferir no ciclo ovulatório normal.
Se você não deseja engravidar no momento, e algo de errado ocorreu em uma das suas relações sexuais, tal como um preservativo que se rompeu ou ter esquecido de tomar a pílula corretamente, o estresse gerado pelo risco de engravidar também pode ser grande o suficiente para atrasar a descida da menstruação. O processo pode acabar se tornando uma bola de neve, pois a ansiedade leva ao atraso menstrual, que por sua vez provoca ainda mais ansiedade. O ideal nestes casos, se a menstruação já estiver 2 ou 3 dias atrasada, é fazer logo o teste de gravidez para quebrar com esse ciclo.
Causa nº3 para menstruação atrasada: interrupção da pílula anticoncepcional
Mulheres que tomam o anticoncepcional oral de forma correta menstruam de forma bem regular. Porém, se depois de alguns anos de uso da pílula você resolve suspendê-la, é possível que seu ciclo natural demore algum tempo para se normalizar. Há mulheres que entram em amenorreia e ficam meses sem ovular após a interrupção do anticoncepcional. Eventualmente, a menstruação irá retornar, não havendo risco de infertilidade. Basta ter paciência que o ciclo ovulatório irá se reorganizar naturalmente dentro de 3 a 6 meses. Todavia, é bom ressaltar que toda mulher com mais de 3 meses de ausência de menstruação deve procurar orientação do seu ginecologista.
A amenorreia pós-anticoncepcional pode ocorrer em todas as formas de administração, seja implante, injeção ou comprimidos.
Causa nº4 para menstruação atrasada: infecções ou doenças
Estar doente pode ser uma causa de atraso menstrual. Não é preciso ser uma doença grave, como infarto, tuberculose ou hepatite. Viroses comuns, como gripe, ou infecções simples, como cistite ou amigdalites podem ser suficientes para desarranjar o seu ciclo menstrual, atrasando sua menstruação por alguns dias.
Alguns medicamentos também podem influenciar no ciclo hormonal, desregulando sua menstruação. Entre os mais comuns podemos citar:
- Antipsicóticos.
- Corticoides (leia: CORTICOIDES | efeitos colaterais).
- Antidepressivos.
- Quimioterapia.
- Imunossupressores.
- Anti-hipertensivos.
Obs: o uso de antibióticos, em geral, não provoca atraso menstrual. O que, habitualmente, interfere no ciclo menstrual é a infecção para qual o antibiótico foi prescito.
Causa nº5 para menstruação atrasada: erros de cálculo
Mulheres com ciclo menstrual irregular podem ter certa dificuldade para calcular o dia que a menstruação deveria vir. Você pode achar que sua menstruação está atrasada, quando, na verdade, ela apenas virá 2 ou 3 dias depois este mês. Mesmo mulheres com ciclo regular podem, eventualmente, ter uma menstruação que venha com poucos dias de atraso, sem motivo algum. O seu útero não tem um calendário fixo, ele não é obrigado a agir como um relógio todo santo mês.
Causa nº6 para menstruação atrasada: Mudanças recentes no peso corporal
Ganhar muito peso ou perdê-lo em pouco espaço de tempo também é uma causa de desregulação do ciclo menstrual. As células de gordura do nosso corpo contribuem na produção de estrogênio, hormônio feminino que é responsável pela maturação dos óvulos. Alterações bruscas na composição de gordura do corpo alteram agudamente os níveis de estrogênio, podendo interferir na ovulação e, consequentemente, na data da menstruação.
Causa nº7 para menstruação atrasada: obesidade
Esta causa é uma variação da situação acima. Mulheres com excesso de peso possuem uma massa de tecido gorduroso grande e acabam por produzir estrogênio além do necessário. O estrogênio é necessário para a ovulação, mas se estiver em excesso acaba inibindo a liberação do óvulo, fazendo com que a mulher tenha períodos anovulatórios. Sem ovular, a mulher não menstrua.
Causa nº8 para menstruação atrasada: magreza excessiva ou distúrbios alimentares
Outra variação do nº5. A falta de tecido gorduroso também é prejudicial ao ciclo ovulatório, pois reduz a capacidade do corpo feminino de produzir estrogênio. Mulheres que sofrem de anorexia ou fazem dietas extremas, tipicamente, não ovulam todo mês, apresentando não só atraso menstrual, como também risco de amenorreia.
Causa nº9 para menstruação atrasada: excesso de atividade física
Mulheres atletas que fazem exercício físico em nível profissional também costumam ter alterações menstruais. Não estamos falando daquela mulher fisicamente ativa que vai a academia com frequência, mas sim de triatletas, maratonistas, nadadoras de competição, ginastas e outros esportistas profissionais.
O gasto calórico elevado, o estresse dos treinos intensos e a baixa taxa de gordura corporal parecem ser os responsáveis pelas alterações do cilo menstrual.
Causa nº10 para menstruação atrasada: problemas na tireoide
Uma tireoide que funciona mal (hipotireoidismo) ou que funciona em excesso (hipertireoidismo) também pode causar alterações no ciclo menstrual. Em geral, problemas da tireoide não controlados podem levar à amenorreia. Mas, em quadros mais brandos ou naquelas mulheres que já fazem uso de remédios para tireoide, pequenas alterações nos níveis sanguíneos dos hormônios tireoidianos podem desregular o ciclo e provocar atrasos menstruais.
Se você acabou de ter um filho e está amamentando, não espere pela sua menstruação no próximo mês. A amamentação, na verdade, não provoca atraso mentual, mas sim uma amenorreia transitória por inibição da ovulação, causada pelos hormônios responsáveis pela produção de leite materno. Em geral, a menstruação retorna assim que o processo de desmame se inicia.
Causa nº12 para menstruação atrasada: ovários policísticos
Mulheres com SOP (síndrome dos ovários policísticos) apresentam frequentemente menstruação irregular, por produzirem androgênios (hormônios masculinos) em excesso. Atrasos menstruais e ausência completa de menstruação em um determinado mês são muito comuns nestas mulheres. Mulheres com SOP frequentemente apresentam excesso de peso, o que, como já vimos, também colabora para os atrasos menstruais.
A menopausa geralmente chega entre os 45 a 55 anos, porém, algumas mulheres podem ter menopausa antes dos 45 anos. Ainda existem aquelas que têm menopausa precoce, antes do 40 anos. Um dos sintomas da falência iminente dos ovários é a desregulação do ciclo menstrual e a ausência de ovulação em determinados meses. Se você tem mais de 35 anos e sua menstruação começa a atrasar e a falhar com frequência, procure o seu ginecologista.
Causa nº14 para menstruação atrasada: Inicio recente do ciclo menstrual
Se a sua menarca (primeira menstruação) ocorreu há poucos tempo, é normal que o seu ciclo seja irregular nos primeiros anos. Alterações menstruais podem ocorrer até nos dois primeiros anos de menstruação e ocorrem porque o sistema reprodutor feminino ainda está em fase de amadurecimento. Portanto, atraso menstrual nesta fase é extremamente comum.
Causa nº15 para menstruação atrasada: Amenorreia
Existem diversas causas para amenorreia, incluindo problemas uterinos, ovarianos e até das glândulas cerebrais que controlam a produção de hormônios sexuais, como a hipófise e o hipotálamo. Amenorreia é diferente de atraso menstrual. Se você não menstrua há três ou mais meses, isso já não pode ser considerado atraso menstrual. Algumas causas de amenorreia foram citadas neste texto, mas existem várias outras. Portanto, se você não estiver grávida e a sua menstruação parou de vir de vez, procure o seu ginecologista, pois é possível que haja alguma doença por trás bloqueando sua capacidade de ovular.
Leia mais clicando aqui...
Nas mulheres não grávidas, mesmo quando a menstruação resolve não vir em um determinado mês, a chance disso ser algo importante é pequena. Entretanto, quando a menstruação não desce por 3 meses seguidos, consideramos que a mulher apresenta amenorreia. Nestes casos, uma vez excluída a possibilidade de gravidez, algumas doenças podem estar por trás da cessação da menstruação.
Neste artigo vamos abordar as 15 causas comuns para atraso menstrual. Portanto, se a sua menstruação atrasou, veja em qual situação você se encaixa.
Se você quiser informações sobre o funcionamento normal do ciclo menstrual, leia:
- CICLO MENSTRUAL | PERÍODO FÉRTIL
- PERÍODO FÉRTIL PARA ENGRAVIDAR
Principais causas de atraso menstrual
Causa nº1 para menstruação atrasada: gravidez
Toda mulher sexualmente ativa que apresenta atraso menstrual deve obrigatoriamente pensar em gravidez. A gravidez deve ser a primeira hipótese a ser descartada, mesmo nas mulheres que referem usar métodos contraceptivos, como camisinha ou pílula anticoncepcional.
A cessação da menstruação costuma ser o primeiro sintoma de uma gravidez. Porém, cerca de 1/3 das grávidas apresenta pequenos sangramentos de escape no primeiro trimestre de gestação, fazendo com que as mulheres achem que a sua menstruação está vindo normalmente. Portanto, se a sua menstruação atrasou alguns dias, e logo depois você apresentou um sangramento vaginal diferente daquele que está habituada a ter durante o período menstrual, uma gravidez ainda pode ser a causa.
Para saber mais sobre os sintomas de gravidez, leia:A cessação da menstruação costuma vir antes de qualquer outro sintoma de gravidez. Não espere estar enjoada, com seios aumentados, com desejos alimentares, dor abdominal ou aumento de volume urinário antes de estar sem menstruar. A atraso menstrual, habitualmente, surge tão cedo quanto 3 ou 4 semanas de gravidez, enquanto os outros sintomas costumam surgir somente depois da 4ª ou 5ª semana.
- PRIMEIROS SINTOMAS DE GRAVIDEZ
- É GRAVIDEZ OU MENSTRUAÇÃO?
Não há maneira mais segura de se confirmar ou descartar uma gestação em curso do que fazer um teste de gravidez. Os testes atuais já são capazes de identificar uma gravidez com apenas um dia de atraso menstrual. Porém, os exames são mais confiáveis se realizados após 1 semana de atraso. A dosagem do BhCG sanguíneo é o teste mais confiável, mas o teste de gravidez de farmácia é mais fácil de ser feito e apresenta também elevada taxa de acerto.
Para saber mais sobre o diagnóstico de gravidez, leia:Causa nº2 para menstruação atrasada: estresse e ansiedade
- TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA
- SINTOMAS DE GRAVIDEZ | TESTE DE GRAVIDEZ
- COMO SABER SE ESTOU GRÁVIDA?
O ciclo menstrual é facilmente influenciado por fatores externos ao sistema reprodutor. Fatores emocionais são suficientes para atrasar sua menstruação por alguns dias. O estresse ou ansiedade excessiva podem afetar negativamente a sua produção hormonal, que é regulada pelo hipotálamo, uma parte do cérebro. O estresse pode, inclusive, fazer com que você não ovule em um determinado ciclo, causando ausência de menstruação neste mês.
Quando falamos em estresse, estão incluídos situações comuns a muitas pessoas, como trabalho excessivo, problemas profissionais, financeiras ou familiares, ter uma prova importante a curto prazo, precisar defender uma tese, ter um filho doente em casa, etc. Alterações bruscas no horário de trabalho, como necessidade constante de trabalhar de madrugada, podem atrapalhar o ciclo do sono e interferir no ciclo ovulatório normal.
Se você não deseja engravidar no momento, e algo de errado ocorreu em uma das suas relações sexuais, tal como um preservativo que se rompeu ou ter esquecido de tomar a pílula corretamente, o estresse gerado pelo risco de engravidar também pode ser grande o suficiente para atrasar a descida da menstruação. O processo pode acabar se tornando uma bola de neve, pois a ansiedade leva ao atraso menstrual, que por sua vez provoca ainda mais ansiedade. O ideal nestes casos, se a menstruação já estiver 2 ou 3 dias atrasada, é fazer logo o teste de gravidez para quebrar com esse ciclo.
Causa nº3 para menstruação atrasada: interrupção da pílula anticoncepcional
Mulheres que tomam o anticoncepcional oral de forma correta menstruam de forma bem regular. Porém, se depois de alguns anos de uso da pílula você resolve suspendê-la, é possível que seu ciclo natural demore algum tempo para se normalizar. Há mulheres que entram em amenorreia e ficam meses sem ovular após a interrupção do anticoncepcional. Eventualmente, a menstruação irá retornar, não havendo risco de infertilidade. Basta ter paciência que o ciclo ovulatório irá se reorganizar naturalmente dentro de 3 a 6 meses. Todavia, é bom ressaltar que toda mulher com mais de 3 meses de ausência de menstruação deve procurar orientação do seu ginecologista.
A amenorreia pós-anticoncepcional pode ocorrer em todas as formas de administração, seja implante, injeção ou comprimidos.
Causa nº4 para menstruação atrasada: infecções ou doenças
Estar doente pode ser uma causa de atraso menstrual. Não é preciso ser uma doença grave, como infarto, tuberculose ou hepatite. Viroses comuns, como gripe, ou infecções simples, como cistite ou amigdalites podem ser suficientes para desarranjar o seu ciclo menstrual, atrasando sua menstruação por alguns dias.
Alguns medicamentos também podem influenciar no ciclo hormonal, desregulando sua menstruação. Entre os mais comuns podemos citar:
- Antipsicóticos.
- Corticoides (leia: CORTICOIDES | efeitos colaterais).
- Antidepressivos.
- Quimioterapia.
- Imunossupressores.
- Anti-hipertensivos.
Obs: o uso de antibióticos, em geral, não provoca atraso menstrual. O que, habitualmente, interfere no ciclo menstrual é a infecção para qual o antibiótico foi prescito.
Causa nº5 para menstruação atrasada: erros de cálculo
Mulheres com ciclo menstrual irregular podem ter certa dificuldade para calcular o dia que a menstruação deveria vir. Você pode achar que sua menstruação está atrasada, quando, na verdade, ela apenas virá 2 ou 3 dias depois este mês. Mesmo mulheres com ciclo regular podem, eventualmente, ter uma menstruação que venha com poucos dias de atraso, sem motivo algum. O seu útero não tem um calendário fixo, ele não é obrigado a agir como um relógio todo santo mês.
Causa nº6 para menstruação atrasada: Mudanças recentes no peso corporal
Ganhar muito peso ou perdê-lo em pouco espaço de tempo também é uma causa de desregulação do ciclo menstrual. As células de gordura do nosso corpo contribuem na produção de estrogênio, hormônio feminino que é responsável pela maturação dos óvulos. Alterações bruscas na composição de gordura do corpo alteram agudamente os níveis de estrogênio, podendo interferir na ovulação e, consequentemente, na data da menstruação.
Causa nº7 para menstruação atrasada: obesidade
Esta causa é uma variação da situação acima. Mulheres com excesso de peso possuem uma massa de tecido gorduroso grande e acabam por produzir estrogênio além do necessário. O estrogênio é necessário para a ovulação, mas se estiver em excesso acaba inibindo a liberação do óvulo, fazendo com que a mulher tenha períodos anovulatórios. Sem ovular, a mulher não menstrua.
Causa nº8 para menstruação atrasada: magreza excessiva ou distúrbios alimentares
Outra variação do nº5. A falta de tecido gorduroso também é prejudicial ao ciclo ovulatório, pois reduz a capacidade do corpo feminino de produzir estrogênio. Mulheres que sofrem de anorexia ou fazem dietas extremas, tipicamente, não ovulam todo mês, apresentando não só atraso menstrual, como também risco de amenorreia.
Causa nº9 para menstruação atrasada: excesso de atividade física
Mulheres atletas que fazem exercício físico em nível profissional também costumam ter alterações menstruais. Não estamos falando daquela mulher fisicamente ativa que vai a academia com frequência, mas sim de triatletas, maratonistas, nadadoras de competição, ginastas e outros esportistas profissionais.
O gasto calórico elevado, o estresse dos treinos intensos e a baixa taxa de gordura corporal parecem ser os responsáveis pelas alterações do cilo menstrual.
Causa nº10 para menstruação atrasada: problemas na tireoide
Uma tireoide que funciona mal (hipotireoidismo) ou que funciona em excesso (hipertireoidismo) também pode causar alterações no ciclo menstrual. Em geral, problemas da tireoide não controlados podem levar à amenorreia. Mas, em quadros mais brandos ou naquelas mulheres que já fazem uso de remédios para tireoide, pequenas alterações nos níveis sanguíneos dos hormônios tireoidianos podem desregular o ciclo e provocar atrasos menstruais.
Para saber mais sobre as doenças da tireoide, leia:Causa nº11 para menstruação atrasada: amamentação
- DOENÇAS E SINTOMAS DA TIREOIDE
- SINTOMAS DO HIPOTIREOIDISMO
- HIPERTIREOIDISMO | Sintomas e tratamento
Se você acabou de ter um filho e está amamentando, não espere pela sua menstruação no próximo mês. A amamentação, na verdade, não provoca atraso mentual, mas sim uma amenorreia transitória por inibição da ovulação, causada pelos hormônios responsáveis pela produção de leite materno. Em geral, a menstruação retorna assim que o processo de desmame se inicia.
Causa nº12 para menstruação atrasada: ovários policísticos
Mulheres com SOP (síndrome dos ovários policísticos) apresentam frequentemente menstruação irregular, por produzirem androgênios (hormônios masculinos) em excesso. Atrasos menstruais e ausência completa de menstruação em um determinado mês são muito comuns nestas mulheres. Mulheres com SOP frequentemente apresentam excesso de peso, o que, como já vimos, também colabora para os atrasos menstruais.
Para saber mais sobre a síndrome dos ovários policísticos, leia: OVÁRIO POLICÍSTICO | Sintomas e tratamentoCausa nº13 para menstruação atrasada: menopausa
A menopausa geralmente chega entre os 45 a 55 anos, porém, algumas mulheres podem ter menopausa antes dos 45 anos. Ainda existem aquelas que têm menopausa precoce, antes do 40 anos. Um dos sintomas da falência iminente dos ovários é a desregulação do ciclo menstrual e a ausência de ovulação em determinados meses. Se você tem mais de 35 anos e sua menstruação começa a atrasar e a falhar com frequência, procure o seu ginecologista.
Causa nº14 para menstruação atrasada: Inicio recente do ciclo menstrual
Se a sua menarca (primeira menstruação) ocorreu há poucos tempo, é normal que o seu ciclo seja irregular nos primeiros anos. Alterações menstruais podem ocorrer até nos dois primeiros anos de menstruação e ocorrem porque o sistema reprodutor feminino ainda está em fase de amadurecimento. Portanto, atraso menstrual nesta fase é extremamente comum.
Causa nº15 para menstruação atrasada: Amenorreia
Existem diversas causas para amenorreia, incluindo problemas uterinos, ovarianos e até das glândulas cerebrais que controlam a produção de hormônios sexuais, como a hipófise e o hipotálamo. Amenorreia é diferente de atraso menstrual. Se você não menstrua há três ou mais meses, isso já não pode ser considerado atraso menstrual. Algumas causas de amenorreia foram citadas neste texto, mas existem várias outras. Portanto, se você não estiver grávida e a sua menstruação parou de vir de vez, procure o seu ginecologista, pois é possível que haja alguma doença por trás bloqueando sua capacidade de ovular.
| Reacções: |
Domingo, 5 de Maio de 2013
É GRAVIDEZ OU MENSTRUAÇÃO?
É GRAVIDEZ OU MENSTRUAÇÃO?: Os primeiros sintomas da gravidez podem ser muito pouco específicos, parecendo-se bastante com os sintomas pré-menstruais. É possível, inclusive, que a gestante nos primeiros dias de gravidez apresente sangramento vaginal, fazendo com que a mesma ache que menstruou. Não é incomum encontrarmos casos de mulheres que só descobrem estar grávidas após 3 ou 4 meses de gestação, simplesmente porque confundiram os sintomas inicias de gravidez e pequenos sangramentos vaginais com os seus sintomas pré-menstruais e com a menstruação propriamente dita.
Neste artigo vamos tentar mostrar as diferenças entre os sintomas de gravidez e menstruação. Para facilitar a leitura, iremos redigir o texto em forma de perguntas e respostas.
É possível menstruar durante a gravidez?
Não, a gestante pode apresentar sangramentos vaginais durante a gravidez, mas tecnicamente ela não menstrua.
Por que o sangramento da gestante não pode ser considerado menstruação?
Durante o ciclo menstrual, as células da parede do útero (chamada endométrio) se proliferam, fazendo com que o útero fique mais espesso e com camadas altamente vascularizadas. O endométrio se expande para se tornar um local propício para receber um óvulo fecundado e iniciar uma gravidez. Se a mulher ovula e esse óvulo não é fecundado, o estímulo para a expansão e manutenção desta espessa parede uterina desaparece, fazendo com que todo esse tecido que cresceu durante toda a primeira metade do ciclo menstrual pare de receber suprimentos de sangue e acabe por desabar. A menstruação, portanto, não é exatamente uma perda de sangue, mas sim a eliminação de tecido uterino junto com vasos sanguíneos e coágulos.
Durante a gravidez, a parede do útero não desaba, caso contrário, o feto seria levado junto, caracterizando um abortamento. Logo, qualquer sangramento que ocorra na gravidez não pode ser considerado menstruação.
Entre 20 a 40% das gestantes apresentam pelo menos um episódio de sangramento vaginal durante o primeiro trimestre de gravidez. As causas são várias, incluindo implantação do ovo (óvulo fecundado) no útero, variações hormonais, lesões ou feridas na vulva, vagina ou útero, abortamento, ameaça de abortamento, gravidez ectópica, etc.
A principal dica é uma alteração das características habituais e do tempo de sangramento menstrual. Se você está em idade fértil, teve relações sexuais recentemente sem a devida proteção anticoncepcional (seja camisinha, pílula ou qualquer outro método contraceptivo) e apresentou um sangramento vaginal diferente daquele que está habituada a ver, isso pode ser um sinal de gravidez.
Os sangramentos da gravidez costumam ser vermelho vivo, exceto em causas como gravidez ectópica e abortamento completo, quando o sangramento é mais escurecido. De qualquer modo, as características do sangue costumam ser bem diferentes da menstruação.
Então, é fácil distinguir uma menstruação de um sangramento vaginal durante a gravidez?
Nem sempre, principalmente se a mulher ainda não sabe que está grávida. As características do sangramento menstrual são diferentes de mulher para mulher. Há aquelas que têm um fluxo menstrual pequeno e de curta duração, que pode se parecer com sangramentos que ocorrem durante a fase inicial da gravidez. Portanto, não é incomum encontrar casos de mulheres que sangram durante os primeiros meses de gestação e acham que estão a menstruar normalmente.
Três questões devem ser levadas em conta na hora de distinguir sangramentos vaginais:
1. O sangramento está vindo na data esperada da menstruação?
2. O sangramento tem a mesma duração e volume habituais da menstruação?
3. As características do sangue são semelhantes às da menstruação?
Se você respondeu sim para pelo menos 2 das 3 perguntas, a chance de ser apenas menstruação é bem grande.
Quais são os outros sintomas de gravidez que se parecem com os sintomas da menstruação?
Alguns sintomas pré-menstruais, como cólicas, retenção de líquido, aumento dos seios, varição do humor e outros, podem ocorrer tanto em uma gestação inicial como no período pré-menstrual. A dica aqui é a mesma usada para distinguir os sangramentos: comparar as caraterísticas dos sintomas. Habitualmente, os sintomas da gravidez podem ser parecidos, mas não são iguais aos do período pré-menstrual.
Nós médicos costumamos brincar dizendo que um dos sintomas de gravidez é o sexto sentido feminino dizer para a mulher que ela pode estar grávida. Essa é uma dica importante. Quando a mulher acha que há algo de diferente no seu padrão menstrual ou nos sintomas pré-menstruais, a não ser que ela não tenha tido relações sexuais recentemente, o ideal é sempre fazer um teste de gravidez para tirar a dúvida, principalmente se a menstruação estiver atrasada.
Claro que não. Se por um lado, toda gravidez obrigatoriamente causa atraso menstrual, o oposto não é verdadeiro. Nem todo atraso menstrual é sinônimo de gestação em curso. Há várias causas para o atraso menstrual, incluindo estresse emocional. Portanto, se a sua menstruação atrasou alguns dias, podem haver outras explicações que não uma gravidez. Porém, toda mulher sexualmente ativa com atraso menstrual maior que uma semana deve fazer um teste de gravidez para descartar uma gestação.
Tentar saber somente pelos sintomas se você está grávida ou não costuma ser muito pouco eficiente. Vira um jogo de adivinhação. O diagnóstico de gravidez é feito com exames e não com bola de cristal.
O correto a ser fazer é o seguinte: se a sua menstruação atrasou e você suspeita que possa estar grávida (mesmo que a suspeita seja bem ligeira), faça o teste de gravidez. Com pelo menos uma semana de atraso menstrual, a maioria dos testes tem uma taxa de acerto elevadíssima.

Leia mais clicando aqui...
Neste artigo vamos tentar mostrar as diferenças entre os sintomas de gravidez e menstruação. Para facilitar a leitura, iremos redigir o texto em forma de perguntas e respostas.
É possível menstruar durante a gravidez?
Não, a gestante pode apresentar sangramentos vaginais durante a gravidez, mas tecnicamente ela não menstrua.
Por que o sangramento da gestante não pode ser considerado menstruação?
Durante o ciclo menstrual, as células da parede do útero (chamada endométrio) se proliferam, fazendo com que o útero fique mais espesso e com camadas altamente vascularizadas. O endométrio se expande para se tornar um local propício para receber um óvulo fecundado e iniciar uma gravidez. Se a mulher ovula e esse óvulo não é fecundado, o estímulo para a expansão e manutenção desta espessa parede uterina desaparece, fazendo com que todo esse tecido que cresceu durante toda a primeira metade do ciclo menstrual pare de receber suprimentos de sangue e acabe por desabar. A menstruação, portanto, não é exatamente uma perda de sangue, mas sim a eliminação de tecido uterino junto com vasos sanguíneos e coágulos.
Durante a gravidez, a parede do útero não desaba, caso contrário, o feto seria levado junto, caracterizando um abortamento. Logo, qualquer sangramento que ocorra na gravidez não pode ser considerado menstruação.
Para entender melhor o ciclo menstrual, leia:Quais são as causas de sangramento no início da gravidez que podem ser confundidas com menstruação?
- CICLO MENSTRUAL | PERÍODO FÉRTIL
- PERÍODO FÉRTIL PARA ENGRAVIDAR
Entre 20 a 40% das gestantes apresentam pelo menos um episódio de sangramento vaginal durante o primeiro trimestre de gravidez. As causas são várias, incluindo implantação do ovo (óvulo fecundado) no útero, variações hormonais, lesões ou feridas na vulva, vagina ou útero, abortamento, ameaça de abortamento, gravidez ectópica, etc.
Para saber mais detalhes sobre sangramentos no iníco da gestação, leia: SANGRAMENTO NO INÍCIO DA GRAVIDEZComo saber a diferença entre menstruação e sangramento da gravidez?
A principal dica é uma alteração das características habituais e do tempo de sangramento menstrual. Se você está em idade fértil, teve relações sexuais recentemente sem a devida proteção anticoncepcional (seja camisinha, pílula ou qualquer outro método contraceptivo) e apresentou um sangramento vaginal diferente daquele que está habituada a ver, isso pode ser um sinal de gravidez.
Os sangramentos da gravidez costumam ser vermelho vivo, exceto em causas como gravidez ectópica e abortamento completo, quando o sangramento é mais escurecido. De qualquer modo, as características do sangue costumam ser bem diferentes da menstruação.
Então, é fácil distinguir uma menstruação de um sangramento vaginal durante a gravidez?
Nem sempre, principalmente se a mulher ainda não sabe que está grávida. As características do sangramento menstrual são diferentes de mulher para mulher. Há aquelas que têm um fluxo menstrual pequeno e de curta duração, que pode se parecer com sangramentos que ocorrem durante a fase inicial da gravidez. Portanto, não é incomum encontrar casos de mulheres que sangram durante os primeiros meses de gestação e acham que estão a menstruar normalmente.
Três questões devem ser levadas em conta na hora de distinguir sangramentos vaginais:
1. O sangramento está vindo na data esperada da menstruação?
2. O sangramento tem a mesma duração e volume habituais da menstruação?
3. As características do sangue são semelhantes às da menstruação?
Se você respondeu sim para pelo menos 2 das 3 perguntas, a chance de ser apenas menstruação é bem grande.
Quais são os outros sintomas de gravidez que se parecem com os sintomas da menstruação?
Alguns sintomas pré-menstruais, como cólicas, retenção de líquido, aumento dos seios, varição do humor e outros, podem ocorrer tanto em uma gestação inicial como no período pré-menstrual. A dica aqui é a mesma usada para distinguir os sangramentos: comparar as caraterísticas dos sintomas. Habitualmente, os sintomas da gravidez podem ser parecidos, mas não são iguais aos do período pré-menstrual.
Nós médicos costumamos brincar dizendo que um dos sintomas de gravidez é o sexto sentido feminino dizer para a mulher que ela pode estar grávida. Essa é uma dica importante. Quando a mulher acha que há algo de diferente no seu padrão menstrual ou nos sintomas pré-menstruais, a não ser que ela não tenha tido relações sexuais recentemente, o ideal é sempre fazer um teste de gravidez para tirar a dúvida, principalmente se a menstruação estiver atrasada.
Para saber mais sobre os sintomas de gravidez e menstruação, leia:Menstruação atrasada é sempre sinal de gravidez?
- PRIMEIROS SINTOMAS DE GRAVIDEZ
- POSSO ESTAR GRÁVIDA?
- TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL | Sintomas da TPM
Claro que não. Se por um lado, toda gravidez obrigatoriamente causa atraso menstrual, o oposto não é verdadeiro. Nem todo atraso menstrual é sinônimo de gestação em curso. Há várias causas para o atraso menstrual, incluindo estresse emocional. Portanto, se a sua menstruação atrasou alguns dias, podem haver outras explicações que não uma gravidez. Porém, toda mulher sexualmente ativa com atraso menstrual maior que uma semana deve fazer um teste de gravidez para descartar uma gestação.
Tentar saber somente pelos sintomas se você está grávida ou não costuma ser muito pouco eficiente. Vira um jogo de adivinhação. O diagnóstico de gravidez é feito com exames e não com bola de cristal.
O correto a ser fazer é o seguinte: se a sua menstruação atrasou e você suspeita que possa estar grávida (mesmo que a suspeita seja bem ligeira), faça o teste de gravidez. Com pelo menos uma semana de atraso menstrual, a maioria dos testes tem uma taxa de acerto elevadíssima.
Para saber mais sobre o diagnóstico da gravidez, leia:
- TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA
- COMO SABER SE ESTOU GRÁVIDA?
- SINTOMAS DE GRAVIDEZ | TESTE DE GRAVIDEZ
| Reacções: |
Custo de lâmpadas LED
Custo de lâmpadas LED:
As lâmpadas LED são, para mim, o futuro da iluminação. Nunca acreditei muito nas fluorescentes compactas, que sempre considerei uma solução transitória. O problema das lâmpadas LED tem sido o seu preço, mas a sua eficiência e longevidade são muito maiores.
Felizmente, o seu preço tem vindo a baixar, e continuará a baixar de forma muito significativa. Na minha perspectiva, será quase como os computadores, com lâmpadas cada vez melhores e mais baratas. Recentemente, por razões envolvendo a substituição de lâmpadas do condomínio, resolvi encetar uma pequena investigação de preços. Todavia, antes de procurar os preços actuais, supunha que ainda seriam muitos caros.
Estava todavia enganado! Os preços abaixo, para lâmpadas normais (com casquilho E27) já revelam preços não muito distantes das melhores lâmpadas economizadoras. Na tabela estão disponíveis mais dados para além do custo, incluindo os lumens (ver esta tabela que publicamos para comparar), a cor e duração estimada por cada fabricante, bem como a potência em watts.
Se o leitor conhecer alguma oferta interessante, não deixe de a comentar abaixo. Assim, poderemos actualizar esta tabela com novas entradas, de preferência com oportunidades ainda mais económicas!
Leia mais clicando aqui...
As lâmpadas LED são, para mim, o futuro da iluminação. Nunca acreditei muito nas fluorescentes compactas, que sempre considerei uma solução transitória. O problema das lâmpadas LED tem sido o seu preço, mas a sua eficiência e longevidade são muito maiores.
Felizmente, o seu preço tem vindo a baixar, e continuará a baixar de forma muito significativa. Na minha perspectiva, será quase como os computadores, com lâmpadas cada vez melhores e mais baratas. Recentemente, por razões envolvendo a substituição de lâmpadas do condomínio, resolvi encetar uma pequena investigação de preços. Todavia, antes de procurar os preços actuais, supunha que ainda seriam muitos caros.
Estava todavia enganado! Os preços abaixo, para lâmpadas normais (com casquilho E27) já revelam preços não muito distantes das melhores lâmpadas economizadoras. Na tabela estão disponíveis mais dados para além do custo, incluindo os lumens (ver esta tabela que publicamos para comparar), a cor e duração estimada por cada fabricante, bem como a potência em watts.
Se o leitor conhecer alguma oferta interessante, não deixe de a comentar abaixo. Assim, poderemos actualizar esta tabela com novas entradas, de preferência com oportunidades ainda mais económicas!
| Lumens | Cor | Duração(h) | Potência (W) | Custo (€) | |
| Virtual LEDs | 210 | 6000 | 50000 | 3 | 4.23 |
| Virtual LEDs | 210 | 3000 | 50000 | 3 | 4.23 |
| TecLusa | 490 | 3000 | 5 | 6.77 | |
| TecLusa | 310 | 6000 | 4 | 6.89 | |
| Robert Mauser | 370 | 3000 | 5 | 6.90 | |
| IKEA | 200 | 2700 | 25000 | 3.5 | 6.99 |
| Robert Mauser | 260 | 3000 | 3.6 | 7.17 | |
| Robert Mauser | 310 | 6000 | 3.6 | 7.17 | |
| Virtual LEDs | 350 | 6000 | 50000 | 5 | 7.53 |
| Virtual LEDs | 330 | 3000 | 50000 | 5 | 7.53 |
| TecLusa | 260 | 3000 | 4 | 7.66 | |
| Robert Mauser | 260 | 3000 | 4 | 7.90 | |
| Robert Mauser | 310 | 6000 | 4 | 7.90 | |
| LEDLUX | 310 | 6000 | 25000 | 4 | 7.97 |
| Virtual LEDs | 450 | 6000 | 50000 | 7 | 8.41 |
| Virtual LEDs | 470 | 3000 | 50000 | 7 | 8.41 |
| RGBelectric | 240 | 2700 | 3.5 | 9.20 | |
| Robert Mauser | 410 | 3000 | 30000 | 5 | 9.90 |
| IKEA | 400 | 2700 | 25000 | 7.5 | 9.99 |
| IKEA | 400 | 2700 | 25000 | 7.5 | 9.99 |
| RGBelectric | 330 | 2700 | 25000 | 4 | 9.99 |
| Robert Mauser | 240 | 3000 | 50000 | 3 | 11.16 |
| Robert Mauser | 570 | 3000 | 30000 | 7 | 11.50 |
| Reacções: |
Dia Internacional do Enfermeiro 2013
Dia Internacional do Enfermeiro 2013:
Entre os dias 5 e 12 de maio – data da efeméride – uma versão curta deste mesmo spot será emitida na RTP, SIC, SIC Notícias, TVI, TVI 24, Rádio Comercial e Rádio Renascença. No total esta campanha terá 128 inserções.
Nas televisões em canal aberto, o spot será transmitido sobretudo junto ao espaços noticiosos da hora do almoço e do jantar. Na SIC Notícias e TVI 24, as exibições ocorrerão um pouco ao longo do dia, sendo que é mais frequente à tarde e à noite.
Nas rádios, o anúncio poderá ser ouvido ao longo do dia, com especial destaque para o início da manhã e ao final da tarde.
Ao spot no YouTube seguiu-se a partilha nas redes sociais: Facebook eTwitter.

Leia mais clicando aqui...
«Enfermagem: uma profissão que cuida de si!» é o tema central do spot que a Ordem dos Enfermeiros lançou em suporte online e que terá uma versão curta a passar nos principais canais nacionais de televisão e duas rádios.
Entre os dias 5 e 12 de maio – data da efeméride – uma versão curta deste mesmo spot será emitida na RTP, SIC, SIC Notícias, TVI, TVI 24, Rádio Comercial e Rádio Renascença. No total esta campanha terá 128 inserções.
Nas televisões em canal aberto, o spot será transmitido sobretudo junto ao espaços noticiosos da hora do almoço e do jantar. Na SIC Notícias e TVI 24, as exibições ocorrerão um pouco ao longo do dia, sendo que é mais frequente à tarde e à noite.
Nas rádios, o anúncio poderá ser ouvido ao longo do dia, com especial destaque para o início da manhã e ao final da tarde.
Ao spot no YouTube seguiu-se a partilha nas redes sociais: Facebook eTwitter.
| Reacções: |
Enfermeiros saqueados... uma vez mais?!
Enfermeiros saqueados... uma vez mais?!:
Leia mais clicando aqui...
(Clicar para ampliar e ler)
.
O Ministro Vítor Gaspar é, porventura, um notável académico na área financeira. A questão é que a realidade ignora esse facto, e, como tal, não lhe responde da forma que deseja e antecipa. Este efeito força a nova austeridade, encaixando a situação naquilo que se pode apelidar de ciclo vicioso.
Ontem foi anunciada mais austeridade. Entre as medidas está o alargamento do horário de trabalho dos "funcionários públicos" para as 40 horas semanais, justificado, entre outros, pela necessidade de nivelar o sector público com o privado. A questão das regalias público/privado não é linear.
O Estado pode ser encarado como um "patrão" que disponibiliza aos seus funcionários um conjunto de direitos laborais, tal como o "patrão privado" o faz. Há empresas que custeiam a escola/creche, ginásio, seguros, carro, gasóleo, telemóvel, etc, dos seus trabalhadores.
O Estado, por seu lado, uma vez que não pode fazer o mesmo a todos, atribui outro tipo de benefícios. Cada patrão compensa e motiva como o seu entendimento estratégico mais aprouver.
Estes argumentos da "nivelação pelo sector privado" são, por conseguinte, inválidos e muito tendenciosos!
.
O alargamento do horário de trabalho é uma iniciativa nefasta (com um sustentáculo inacreditável!), tanto mais se nos referirmos à mesma sem a devida recompensação remuneratória. Uma vez mais a realidade não vai obedecer ao Ministro Gaspar!
No meio de tudo isto estão os Enfermeiros, severamente prejudicados. A carreira de Enfermagem é a piores da subsequência de 1974. Só antes dessa data é possível paralelizar.
Os Enfermeiros já eram os licenciados da Administração Pública mais prejudicados e mal remunerados. Há pouco tempo foi imposta a redução (anunciada como "transitória") dos suplementos que retribuem as horas incómodas. Afectou dezenas de milhar de Enfermeiros.
Agora vislumbra-se nova redução salarial, que decorre do referido alargamento de horário. Portanto, os Enfermeiros estão a ser triplamente lesados!
Com a existência de vários tipos de vínculos, o cenário que se coloca é caótico. O Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas (ex-funcionários públicos) e os Contratos Individuais de Trabalho (a 35h e 40h/semana) terão pagamentos diferentes para a mesma jornada de trabalho, numa verdadeira miscelânea entrópica e anti-constitucional!
.
Como se pode constatar pela imagem que ilustra o post, ao nível remuneratório, pior que os Enfermeiros estão apenas os não-licenciados e indiferenciados. Deplorável!
Apesar desta medida ser tranversal a toda a Administração Pública, chegou a hora dos Sindicatos de Enfermeiros pugnarem com inteligência pela defesa da classe!
| Reacções: |
Sexta-feira, 3 de Maio de 2013
Conspiração
Conspiração:
Leia mais clicando aqui...
O Estado assegura quase um terço dos clientes dos hospitais privados, através da ADSE, a qual pagou 492 milhões de euros em 2011 pelos serviços prestados nestas unidades de saúde aos seus beneficiários.
Destes 492 milhões de euros, 172 milhões de euros são provenientes do Orçamento do Estado, 222 milhões de euros resultam dos descontos dos beneficiários e 98 milhões de euros dos co-pagamentos dos serviços feitos beneficiários.
Sol 26.04.13 link
"O Ministério das Finanças (gestor da ADSE) conspira desta forma ostensiva contra o SNS.
Financia e garante a sobrevivência dos privados quando, simultaneamente, fecha e raciona os serviços públicos.
António Rodrigues, facebook
| Reacções: |
LARINGITE | Sintomas e tratamento
LARINGITE | Sintomas e tratamento: Laringite é o nome que damos à inflamação da laringe, região das vias aéreas onde ficam localizam as cordas vocais. A laringite tem várias causas, sendo as principais a alergia, infecções, cigarro, refluxo gastroesofágico ou uso excessivo da voz. A inflamação da laringe e das cordas vocais pode ser manifestar sob a forma de laringite aguda ou laringite crônica.
Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a laringite:
A laringe é uma curta estrutura cilíndrica, localizada abaixo da faringe e logo acima da traqueia, responsável por abrigar as cordas vocais. A laringe fica atrás da saliência cartilaginosa do pescoço, conhecida como pomo-de-adão.
Durante o ato de engolir, o acesso à laringe se fecha, impedindo que alimentos cheguem às cordas vocais e à traqueia. O fechamento da laringe garante que os alimentos sigam o caminho correto em direção ao esôfago. Pela laringe não passam alimentos, somente o ar inspirado e expirado.
As cordas vocais ficam na laringe e, além de permitirem a passagem de ar em direção à traqueia, podem vibrar com a passagem de ar vindo dos pulmões na direção contrária, permitindo-nos emitir sons e falar.
A laringe, portanto, tem três funções principais:
- Canalizar o ar respirado em direção às cordas vocais e à traqueia.
- Agir como válvula, fechando a traqueia quando você engole, impedindo que alimentos ou líquidos entrem nas suas vias respiratórias.
- Permitir a emissão de sons através da vibração das cordas vocais com a passagem de ar vindo dos pulmões.
Quando a laringe inflama, dizemos que o paciente tem laringite, um quadro caracterizado predominantemente pela inflamação das cordas vocais, que provoca uma redução na sua capacidade de vibrar, levando à rouquidão ou perda da voz.
Outra causa comum para laringite aguda é o uso excessivo das cordas vocais, provocando irritação das mesmas. As cordas vocais podem sofrer lesões quando gritamos repetidamente, cantamos em voz alta por muito tempo ou quando usamos a voz prolongadamente sem descanso. Crises de tosse também podem causar lesão nas cordas vocais.
A laringite crônica é aquela que dura mais de 3 semanas. Cigarro (leia: DOENÇAS DO CIGARRO) e uso abusivo de bebidas alcoólicas são causas comuns de laringite persistente. A irritação crônica da laringe também pode ser causada por refluxo gastroesofágico (leia: HÉRNIA DE HIATO | Refluxo gastroesofágico), sinusite crônica, uso excessivo e constante da voz, como no caso de cantores ou locutores, ou por uso constante de bombas inalatórias para asma.
Rouquidão crônica também pode ser provocada pela presença de nódulos, pólipos ou tumores nas cordas vocais. Nestes casos não há exatamente uma laringite, já que os sintomas são provocados pela presença da massa nas cordas vocais e não por inflamação das mesmas.
Os sintomas mais típicos da laringite são a rouquidão e a perda da voz. Dor na garganta também é comum. O pigarro e a sensação de ter que limpar a garganta frequentemente também podem ser sinais de laringite. Quando causada por uma virose das vias aéreas, sintomas como coriza, espirros ou tosse costumam estar presentes.
A laringite estridulosa, também chamada de crupe, é o termo usado para uma inflamação, habitualmente de origem viral, que acomete concomitantemente a laringe, a epiglote e a traqueia. O crupe afeta preferencialmente as crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. Seu principal sinal é uma tosse rouca, chamada popularmente como "tosse de cachorro".
A laringite estridulosa é, geralmente, autolimitada, mas em algumas crianças a inflamação das vias aéreas torna-se intensa, provocando dificuldade respiratória. Febre alta, sonolência, chiado ao respirar, dificuldade para mamar e incapacidade de chorar são sinais de gravidade que devem ser avaliados urgentemente por um médico.
A laringite aguda é um quadro que melhora espontaneamente, na maioria dos casos com menos de 1 semana. Para ajudar na cura das cordas vocais, é importante não fumar, não beber e evitar ambientes com fumaça ou poluentes. Manter uma boa hidratação garante que as cordas vocais não irão ressecar, o que poderia agravar o quadro. Inalação com soro pode ser usada, pois ajuda a manter as vias aéreas úmidas.
Gargarejos com água morna e pastilhas ajudam caso haja dor de garganta associada. Se for somente rouquidão, eles não tem efeito, pois nenhum líquido chega à laringe. Lembre-se, o que você deglute vai para o esôfago e não para as vias respiratórias, onde se encontram as cordas vocais.
Evite falar, se possível. Sussurrar não poupa as cordas vocais, muito pelo contrário. Se precisar falar, use um tom suave e baixo, que é mais benéfico para a laringe que o sussurro.
Na maioria dos casos não há indicação para o uso de antibióticos, uma vez que a maioria dos casos infecciosos são provocados por vírus.
As laringites crônicas precisam ser investigadas pelo otorrinolaringologista. O tratamento passa pela identificação da causa.
Leia mais clicando aqui...
Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a laringite:
- O que é a laringe.
- Causas da laringite.
- Sintomas da laringite.
- Crupe ou laringite estridulosa .
- Tratamento da laringite.
Não deixe de ler também nossos outros artigos relacionas às infecções das vias aéreas:
- SINUSITE | Sintomas e tratamento.
- RINITE ALÉRGICA | Sintomas e tratamento.
- O QUE É A ADENOIDE?
- DOR DE GARGANTA | FARINGITE | AMIGDALITE
- OTITE MÉDIA | Dor de ouvido
O que é a laringe
A laringe é uma curta estrutura cilíndrica, localizada abaixo da faringe e logo acima da traqueia, responsável por abrigar as cordas vocais. A laringe fica atrás da saliência cartilaginosa do pescoço, conhecida como pomo-de-adão.
![]() |
| Anatomia das vias aéreas e laringe |
As cordas vocais ficam na laringe e, além de permitirem a passagem de ar em direção à traqueia, podem vibrar com a passagem de ar vindo dos pulmões na direção contrária, permitindo-nos emitir sons e falar.
A laringe, portanto, tem três funções principais:
- Canalizar o ar respirado em direção às cordas vocais e à traqueia.
- Agir como válvula, fechando a traqueia quando você engole, impedindo que alimentos ou líquidos entrem nas suas vias respiratórias.
- Permitir a emissão de sons através da vibração das cordas vocais com a passagem de ar vindo dos pulmões.
Quando a laringe inflama, dizemos que o paciente tem laringite, um quadro caracterizado predominantemente pela inflamação das cordas vocais, que provoca uma redução na sua capacidade de vibrar, levando à rouquidão ou perda da voz.
Causas de laringite
A maioria das laringites é aguda e autolimitada, com duração menor que 3 semanas. As laringites agudas são habitualmente provocadas por infecções virais que acometem as vias áreas superiores. É muito comum um quadro de laringite vir acompanhado de outras infecções, como gripe, resfriado, faringite ou sinusite. Crises de alergia que acometem as vias áreas também podem provocar laringite aguda.Outra causa comum para laringite aguda é o uso excessivo das cordas vocais, provocando irritação das mesmas. As cordas vocais podem sofrer lesões quando gritamos repetidamente, cantamos em voz alta por muito tempo ou quando usamos a voz prolongadamente sem descanso. Crises de tosse também podem causar lesão nas cordas vocais.
A laringite crônica é aquela que dura mais de 3 semanas. Cigarro (leia: DOENÇAS DO CIGARRO) e uso abusivo de bebidas alcoólicas são causas comuns de laringite persistente. A irritação crônica da laringe também pode ser causada por refluxo gastroesofágico (leia: HÉRNIA DE HIATO | Refluxo gastroesofágico), sinusite crônica, uso excessivo e constante da voz, como no caso de cantores ou locutores, ou por uso constante de bombas inalatórias para asma.
Rouquidão crônica também pode ser provocada pela presença de nódulos, pólipos ou tumores nas cordas vocais. Nestes casos não há exatamente uma laringite, já que os sintomas são provocados pela presença da massa nas cordas vocais e não por inflamação das mesmas.
Sintomas da laringite
Os sintomas mais típicos da laringite são a rouquidão e a perda da voz. Dor na garganta também é comum. O pigarro e a sensação de ter que limpar a garganta frequentemente também podem ser sinais de laringite. Quando causada por uma virose das vias aéreas, sintomas como coriza, espirros ou tosse costumam estar presentes.
Crupe ou laringite estridulosa
A laringite estridulosa, também chamada de crupe, é o termo usado para uma inflamação, habitualmente de origem viral, que acomete concomitantemente a laringe, a epiglote e a traqueia. O crupe afeta preferencialmente as crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. Seu principal sinal é uma tosse rouca, chamada popularmente como "tosse de cachorro".
A laringite estridulosa é, geralmente, autolimitada, mas em algumas crianças a inflamação das vias aéreas torna-se intensa, provocando dificuldade respiratória. Febre alta, sonolência, chiado ao respirar, dificuldade para mamar e incapacidade de chorar são sinais de gravidade que devem ser avaliados urgentemente por um médico.
Tratamento da laringite
A laringite aguda é um quadro que melhora espontaneamente, na maioria dos casos com menos de 1 semana. Para ajudar na cura das cordas vocais, é importante não fumar, não beber e evitar ambientes com fumaça ou poluentes. Manter uma boa hidratação garante que as cordas vocais não irão ressecar, o que poderia agravar o quadro. Inalação com soro pode ser usada, pois ajuda a manter as vias aéreas úmidas.
Gargarejos com água morna e pastilhas ajudam caso haja dor de garganta associada. Se for somente rouquidão, eles não tem efeito, pois nenhum líquido chega à laringe. Lembre-se, o que você deglute vai para o esôfago e não para as vias respiratórias, onde se encontram as cordas vocais.
Evite falar, se possível. Sussurrar não poupa as cordas vocais, muito pelo contrário. Se precisar falar, use um tom suave e baixo, que é mais benéfico para a laringe que o sussurro.
Na maioria dos casos não há indicação para o uso de antibióticos, uma vez que a maioria dos casos infecciosos são provocados por vírus.
As laringites crônicas precisam ser investigadas pelo otorrinolaringologista. O tratamento passa pela identificação da causa.
| Reacções: |
Quinta-feira, 25 de Abril de 2013
Segunda-feira, 22 de Abril de 2013
Paradigma "com-papel" ou "sem-papel"!
Paradigma "com-papel" ou "sem-papel"!:
Leia mais clicando aqui...
.
"Hospital patients are being denied vital care because overstretched nursing staff spend too much time filling in forms and doing unnecessary paperwork, it is claimed. Britain's nurses spend an estimated 2.5 million hours a week on "non-essential" paperwork(...).
The mountain of paperwork stopping nurses from doing the job they trained for has more than doubled in the past five years." link
| Reacções: |
Sexta-feira, 19 de Abril de 2013
Médico acumula Direcção de sete especialidades no Hospital de Braga
Médico acumula Direcção de sete especialidades no Hospital de Braga:

Leia mais clicando aqui...
Já diz o ditado popular… ” Quem tudo quer tudo perde” . E Embora não conhecendo este caso, pelo que li, acho um escândalo e uma imoralidade. Mais uma vez quem paga este desgoverno ?
| Reacções: |
Autonomia dos Hospitais EPE é só para grupos privados !
Autonomia dos Hospitais EPE é só para grupos privados !:

“Alguns Hospitais EPE ALEGAM QUE NÃO tem a autonomia para reposicionar os enfermeiros com Contrato Individual de Trabalho no valor salarial de referência em vigor
No entanto já têm a dita AUTONOMIA para fazerem ou manterem negócios com a Galilei Saúde, ex-SLN (BPN).
A revista Visão publicou um artigo sobre os negócios que o Governo/Ministério da Saúde mantém e faz com a Galilei Saúde, a empresa que sucedeu à SLN (BPN).
Segundo o artigo, alguns dos negócios/contratos que o SNS tem celebrado com a holding já renderam cerca de 51,5 milhões de euros:

Leia mais clicando aqui...
“Alguns Hospitais EPE ALEGAM QUE NÃO tem a autonomia para reposicionar os enfermeiros com Contrato Individual de Trabalho no valor salarial de referência em vigor
No entanto já têm a dita AUTONOMIA para fazerem ou manterem negócios com a Galilei Saúde, ex-SLN (BPN).
A revista Visão publicou um artigo sobre os negócios que o Governo/Ministério da Saúde mantém e faz com a Galilei Saúde, a empresa que sucedeu à SLN (BPN).
Segundo o artigo, alguns dos negócios/contratos que o SNS tem celebrado com a holding já renderam cerca de 51,5 milhões de euros:
- Centro de medicina Física e Reabilitação do Algarve – €43,6 milhões;
- Cuidados de Saúde Primários – 5 milhões por exames complementares de diagnósticos realizadosem clinicas adquiridas pela Galilei em Lisboa e nas Caldas da Rainha;
- Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano – €900 mil resultantes da gestão do serviço de imagiologia;
- Hospital de Leiria - €300 mil em exames complementares de diagnóstico;
- Hospital do Barreiro – €110 mil cobrados ao SNS por ressonâncias magnéticas efetuadas em 2012;
- Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental – €17 mil euros por 3 meses de exames complementares de diagnóstico;
- Que muitos dos hospitais que têm alegado falta de autonomia para reposicionar os enfermeiros em contrato individual de trabalho, pondo fim à injusta discriminação, afinal, a utilizem com outros objetivos.
- Governo/Ministério da Saúde mantenha/permita a existência de contratos entre hospitais do SNS com uma empresa de idoneidade, no mínimo duvidosa face ao historial conhecido e que segundo as noticias tornadas públicas, deve €1,3 mil milhões ao SNS.
- Governo continue a anunciar mais cortes no setor da saúde quando é credor do valor acima referido sem esquecer a divida do Grupo que passou a ser divida pública com a nacionalização do BPN;
| Reacções: |
Sexta-feira, 12 de Abril de 2013
COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL
COMO TOMAR O ANTICONCEPCIONAL: A pílula anticoncepcional, também chamada de contraceptivo oral ou anticoncepcional oral, é um método de controle de natalidade existente no mercado desde a década de 1960. Se tomada de forma correta, a pílula anticoncepcional tem uma taxa de falha de apenas 0,1%. Porém, na vida real, por erros na forma de tomar o medicamento, cerca de 9% das mulheres que usam pílula acabam engravidando, principalmente no primeiro ano de uso do anticoncepcional.
Portanto, para que a pílula anticoncepcional seja um método contraceptivo confiável é preciso que as mulheres saibam perfeitamente como usá-la e tenham disciplina para tomá-la corretamente, sem falhas.
Neste artigo vamos explicar a forma correta de tomar as principais pílulas anticoncepcionais do mercado, abordando os seguintes pontos:
Existem no mercado vários tipos de pílula anticoncepcional. As mais comuns são os chamados anticoncepcionais orais combinados, que são pílulas compostas por dois hormônios femininos:
- Yaz®.
- Minesse®.
- Yasmin®.
- Diane®.
- Marvelon®.
- Mercilon®.
- Selene®.
Há também pilulas compostas apenas por progestina (sem estrogênio) conhecidas como minipílula. Exemplos de minipílula no mercado:
- Cerazette®.
- Micronor®.
- Minipil®.
- Nortrel®.
O efeito contraceptivo da pílula anticoncepcional ocorre de várias formas. O principal se dá através da interferência no ciclo menstrual, impedindo que a mulher tenha as variações hormonais naturais que estimulam a ovulação. Mas os hormônios da pílula também provocam outros efeitos, como tornar o muco produzido pelo colo do útero mais espesso, tornando-o impermeável aos espermatozoides, diminuir a motilidade da trompas e tornar o útero um meio inóspito para a implantação de um óvulo fecundando.
Para que a pílula funcione sem risco de falhas, ela precisa ser tomada diariamente, pois mesmo uma breve alteração nos níveis de estrogênio e progesterona pode ser suficiente para que o ovário seja estimulado a ovular.
Se você quiser saber mais detalhes sobre o ciclo menstrual, leia:
- CICLO MENSTRUAL | PERÍODO FÉRTIL
- PERÍODO FÉRTIL PARA ENGRAVIDAR
Existem algumas formas diferentes de tomar a pílula anticoncepcional. A escolha do melhor método é feita pelo ginecologista de forma a se adaptar melhor ao histórico clínico e às atividades de vida de cada mulher. Vou tentar explicar as formas mais comuns de se tomar a pílula, mas é importante que a despeito das orientações fornecidas aqui, você siga as orientações do médico e da bula do medicamento.
Pílulas combinadas - estrogênio e progestina
O ciclo menstrual de quem toma pílula é de 28 dias. Na maioria dos casos, em cada ciclo, as mulheres tomam a pílula durante 21 dias seguidos e fazem uma pausa por 7 dias. Durante a pausa, como cessam-se os hormônios, a menstruação costuma descer. A pausa deve ser sempre de 7 dias, independente do tempo de duração da menstruação. Mesmo que a mulher ainda esteja menstruada, a pílula deve ser recomeçada invariavelmente no oitavo dia. Da mesma forma, se a menstruação for bem curta e já tiver desaparecido no terceiro dia, a pausa permanece de 7 dias.
A maioria das pílulas anticoncepcionais vem em caixas com 21 comprimidos, mas há marcas com 28 comprimidos, sendo os últimos 7 compostos apenas por açúcar ou qualquer outra substância inócua. As caixas com 28 comprimidos servem para que a mulher não tenha que todo mês ficar contanto 7 dias sem tomar a pílula. Deste modo, ela pode emendar uma caixa na outra sem maiores preocupações.
Alguns anticoncepcionais têm um período de pausa diferente, como é o caso do Yaz®, cuja pausa é de apenas 4 dias. Neste caso, a mulher toma a pílula por 24 dias e pausa por 4 dias.
Existem também outra duas formas de tomar a pílula anticoncepcional: regime contínuo e regime estendido. No regime continuo, a mulher toma pílulas com hormônios de forma ininterrupta. Todas as pilulas da caixa têm hormônios e a mulher não menstrua nunca. No regime estendido, a mulher toma pílulas durante 84 dias seguidos e depois faz uma pausa de 7 dias. Deste modo, a menstruação só uma vez a cada 3 meses.
Pílulas de progestina - minipílula
A minipílula, uma forma de pílula anticoncepcional que contém apenas progestina, costuma vir em caixas com 35 comprimidos. Esta forma de pílula deve ser usada todos os dias, ininterruptamente. Não há pausas.
A minipílula tem doses muito mais baixas de hormônios, por isso deve ser tomada diariamente sempre na mesma hora. Basta um atraso de mais de 3 horas para que a eficácia contraceptiva fique prejudicada.
Como o uso da minipílula é contínuo, a mulher não costuma menstruar. Porém, dada a baixa dose de hormônios, alguns sangramentos de escape podem eventualmente ocorrer. Todavia, se os escapes de sangue forem muito frequentes, procure orientações do seu ginecologista, pois a pílula pode não estar funcionando adequadamente.
Pílulas combinadas - estrogênio e progestina
Mulheres que vão iniciar a pílula pela primeira vez na vida, ou que vão reiniciar o uso a após alguns meses ou anos de pausa, costumam ser orientadas a começar a caixa no primeiro dia da menstruação. Esta forma de iniciar o anticoncepcional é a mais eficaz e garante segurança contraceptiva imediata, não havendo necessidade de usar camisinha durante os primeiros dias de uso, já que a proteção contra a gravidez ocorre desde o primeiro comprimido.
Na verdade, a pílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo. Porém, esta forma de iniciar apresenta a desvantagem de não conferir proteção imediatamente. A paciente só vai estar plenamente protegida contra a gravidez após 7 dias de uso da pílula. Se a paciente tem risco de estar grávida, este modo de início também não é o mais adequado. Se há esta suspeita, é melhor esperar pela menstruação antes de iniciar a pílula (os testes de gravidez só ficam positivos após pelo menos 1 ou 2 dias de atraso menstrual - leia: TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA).
Uma vez iniciada a pílula, a mulher deve tomá-la conforme foi-lhe prescrita, sejam 21 dias contínuos e pausa de 7 dias, 24 dias contínuos e pausa de 4 dias ou uso contínuo sem pausas.
Não se deve trocar de marcas de um ciclo para o outro. Por exemplo, não adianta comprar Diane® num mês e no seguinte trocar para Yasmin®. Não é a forma correta de tomar a pílula.
Pílulas de progestina - minipílula
A minipílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo, mas nos primeiros 7 dias não há garantias de que ela previna uma gravidez. Após 7 dias de uso correto, a mulher já pode ter relações sem preservativos sem haver risco de engravidar.
Assim como a pílula combinada, se a minipílula for iniciada no primeiro dia do ciclo, ou seja, no primeiro dia da menstruação, a sua ação contraceptiva é imediata, não havendo necessidade de uso de outro método anticoncepcional desde o primeiro comprimido.
Pílulas combinadas - estrogênio e progestina
No casos dos anticoncepcionais orais combinados, a pílula não precisa ser tomada exatamente na mesma hora todo dia. Porém, não é bom atrasar a toma por mais de 12 horas. Se você tomou uma pilula às 9h, o ideal é que no dia seguinte não a tome depois das 21h.
Se o atraso for maior que 12 horas, tome a pílula assim que se lembrar, mas mantenha o horário da próxima inalterado, mesmo que isso signifique tomar duas pílulas no mesmo dia. Por exemplo, você deveria ter tomado a pílula às 19h, mas sé se lembrou no dia seguinte de manhã, às 9h. Neste caso, tome uma pílula às 9h e outra normalmente às 19h. Atrasos de apenas 1 comprimido (1 dia) não costumam causar falhas no efeito da pílula, principalmente se a mulher já estiver fazendo uso do anticoncepcional há algum tempo.
O perigo de falha é alto se a mulher esquecer de tomar 2 ou mais pílulas seguidas (mais de 48 horas de atraso), principalmente se for nos primeiros dias do ciclo. Neste caso, entre em contato com o seu ginecologista para receber orientações. Em geral, ele irá lhe sugerir a seguinte conduta:
1- Se ainda faltarem 7 ou mais comprimidos na cartela, interrompa o uso da pílula, faça uma pausa de 7 dias e então recomece com uma nova cartela.
2- Se faltarem menos de 7 comprimidos na cartela, despreze esta cartela e comece uma nova, sem fazer a pausa de 7 dias neste ciclo.
Se for ter relações sexuais, use camisinha até ter pelo menos 7 dias seguidos de uso da nova cartela.
Se você tiver tido relações sexuais durante este período de 2 ou mais dias de esquecimento, faça uso da contracepção de emergência, conhecida popularmente como pílula do dia seguinte (leia: PÍLULA DO DIA SEGUINTE | Contracepção de emergência).
Pílulas de progestina - minipílula
Como a minipílula possui quantidades muito menores de hormônios, o conceito de atraso é bem mais rigoroso. A minipílula deve ser tomada sempre na mesma hora do dia. Um simples atraso demais de 3 horas é suficiente para a pílula perder o efeito. Caso você perca a hora, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Nos próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, pois não há garantias de que o anticoncepcional esteja funcionando neste período.
Já há no mercado minipílulas, como o Cerazette®, cujo atraso nas tomadas pode ser de até 12 horas. Se houver atrasos maiores que 12 horas na ingestão do comprimido, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Da mesma forma, durante os próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, para evitar uma gravidez não desejada.
No caso da pilula combinada de 21 ou 24 dias, se eu tiver relações desprotegidas durante a pausa posso engravidar?
Não, mesmo nos 7 ou 4 dias de pausa programada, o anticoncepcional continua agindo normalmente. Só há risco de falha se a pílula não estiver sendo tomada de forma correta.
Qual é a pílula mais eficaz, a minipílula ou a pílula combinada?
Se tomadas de forma correta, ambas têm eficácia acima de 99%. Porém, como o intervalo de tolerância da minipílula é bem mais curto, na prática, vemos as mulheres tomando a minipílula de forma errada com mais frequência e, consequentemente, tendo mais gravidezes indesejadas.
Posso tomar antibióticos durante o uso da pílula?
Sim, isto é um mito. Excetuando-se a rifampicina, que realmente corta o efeito do anticoncepcional, nenhum estudo conseguiu comprovar que outros antibiótico trazem riscos de falha da pílula. Para saber mais, leia: ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos.
Tomo a pílula combinada de 21 dias e por motivos pessoais quero neste mês atrasar minha menstruação por alguns dias. Posso continuar a tomar a pílula sem fazer o intervalo de 7 dias, de forma a não menstruar?
Não. Estas pílulas são feitas para serem usadas com pausas. Você estará tomando hormônios a mais e não há garantias de que a menstruação não venha de qualquer forma. Há pílulas no mercado que podem ser usadas continuamente, sem que haja pausa para menstruação. Converse com o seu ginecologista para encontrar um anticoncepcional oral que melhor se adapta ao seu estilo de vida.
Tomar a pílula durante muitos anos faz mal? É melhor suspender a pílula de tempos em tempos para descansar os ovários?
Não. Não há nenhuma vantagem em suspender a pílula temporariamente por alguns meses após anos de uso.
Tomei a pílula anticoncepcional e vomitei logo depois. Devo tomá-la novamente neste dia?
Se a pílula tiver sido tomada há menos de 2 horas, é possível que ela tenha saído no vômito. Neste caso, a mulher deve tomar um novo comprimido, sim. No dia seguinte, o próximo comprimido deve ser tomado na hora habitual. Se o episódio de vômito ocorreu mais de 2 ou 3 horas após a ingestão da pílula, não é preciso repetir a dose. obs: diarreias, a não ser em casos muito agressivos, não interferem na eficácia da pílula.
Por distração tomei a pílula duas vezes no mesmo dia. O que fazer?
Não faça nada. Continue a tomar a pílula da mesma forma no dia seguinte. Não é preciso pular um dia para compensar.
Posso tomar anticoncepcionais orais durante a amamentação?
Em geral, a mulher não ovula durante o período de aleitamento. Se a mãe quiser ter uma maior segurança, e não está disposta a usar preservativos, o ideal é usar a minipílula, que não possui efeitos sobre a produção de leite.
Existe uma idade mínima para começar a tomar a pílula?
Não. A partir do momento que a adolescente tenha tido sua primeira menstruação, ela pode engravidar. Portanto, toda adolescente com vida sexual ativa pode usar anticoncepcionais, sem risco de atrapalhar o crescimento ou causar redução da fertilidade no futuro.
Leia mais clicando aqui...
Portanto, para que a pílula anticoncepcional seja um método contraceptivo confiável é preciso que as mulheres saibam perfeitamente como usá-la e tenham disciplina para tomá-la corretamente, sem falhas.
Neste artigo vamos explicar a forma correta de tomar as principais pílulas anticoncepcionais do mercado, abordando os seguintes pontos:
- O que é uma pílula anticoncepcional.
- Como tomar a pílula anticoncepcional.
- Como tomar o anticoncepcional pela primeira vez.
- O que fazer quando se esquecer de tomar a pílula anticoncepcional.
- Dúvidas comuns sobre a pílula anticoncepcional.
O que é a pílula anticoncepcional
Existem no mercado vários tipos de pílula anticoncepcional. As mais comuns são os chamados anticoncepcionais orais combinados, que são pílulas compostas por dois hormônios femininos:
- Estrogênio: na imensa maioria dos casos o estrogênio sintético usado é o Etinil estradiol.
- Progestina: nome que se dá à forma sintética da progesterona. Há vários tipos no mercado, como Levonorgestrel, Ciproterona, Noretisterona, Desogestrel, Drospirenona, Linestrenol, entre outros.
- Yaz®.
- Minesse®.
- Yasmin®.
- Diane®.
- Marvelon®.
- Mercilon®.
- Selene®.
Há também pilulas compostas apenas por progestina (sem estrogênio) conhecidas como minipílula. Exemplos de minipílula no mercado:
- Cerazette®.
- Micronor®.
- Minipil®.
- Nortrel®.
O efeito contraceptivo da pílula anticoncepcional ocorre de várias formas. O principal se dá através da interferência no ciclo menstrual, impedindo que a mulher tenha as variações hormonais naturais que estimulam a ovulação. Mas os hormônios da pílula também provocam outros efeitos, como tornar o muco produzido pelo colo do útero mais espesso, tornando-o impermeável aos espermatozoides, diminuir a motilidade da trompas e tornar o útero um meio inóspito para a implantação de um óvulo fecundando.
Para que a pílula funcione sem risco de falhas, ela precisa ser tomada diariamente, pois mesmo uma breve alteração nos níveis de estrogênio e progesterona pode ser suficiente para que o ovário seja estimulado a ovular.
Se você quiser saber mais detalhes sobre o ciclo menstrual, leia:
- CICLO MENSTRUAL | PERÍODO FÉRTIL
- PERÍODO FÉRTIL PARA ENGRAVIDAR
Como tomar a pílula anticoncepcional
Existem algumas formas diferentes de tomar a pílula anticoncepcional. A escolha do melhor método é feita pelo ginecologista de forma a se adaptar melhor ao histórico clínico e às atividades de vida de cada mulher. Vou tentar explicar as formas mais comuns de se tomar a pílula, mas é importante que a despeito das orientações fornecidas aqui, você siga as orientações do médico e da bula do medicamento.
Pílulas combinadas - estrogênio e progestina
O ciclo menstrual de quem toma pílula é de 28 dias. Na maioria dos casos, em cada ciclo, as mulheres tomam a pílula durante 21 dias seguidos e fazem uma pausa por 7 dias. Durante a pausa, como cessam-se os hormônios, a menstruação costuma descer. A pausa deve ser sempre de 7 dias, independente do tempo de duração da menstruação. Mesmo que a mulher ainda esteja menstruada, a pílula deve ser recomeçada invariavelmente no oitavo dia. Da mesma forma, se a menstruação for bem curta e já tiver desaparecido no terceiro dia, a pausa permanece de 7 dias.
| Anticoncepcional oral |
Alguns anticoncepcionais têm um período de pausa diferente, como é o caso do Yaz®, cuja pausa é de apenas 4 dias. Neste caso, a mulher toma a pílula por 24 dias e pausa por 4 dias.
Existem também outra duas formas de tomar a pílula anticoncepcional: regime contínuo e regime estendido. No regime continuo, a mulher toma pílulas com hormônios de forma ininterrupta. Todas as pilulas da caixa têm hormônios e a mulher não menstrua nunca. No regime estendido, a mulher toma pílulas durante 84 dias seguidos e depois faz uma pausa de 7 dias. Deste modo, a menstruação só uma vez a cada 3 meses.
Pílulas de progestina - minipílula
A minipílula, uma forma de pílula anticoncepcional que contém apenas progestina, costuma vir em caixas com 35 comprimidos. Esta forma de pílula deve ser usada todos os dias, ininterruptamente. Não há pausas.
A minipílula tem doses muito mais baixas de hormônios, por isso deve ser tomada diariamente sempre na mesma hora. Basta um atraso de mais de 3 horas para que a eficácia contraceptiva fique prejudicada.
Como o uso da minipílula é contínuo, a mulher não costuma menstruar. Porém, dada a baixa dose de hormônios, alguns sangramentos de escape podem eventualmente ocorrer. Todavia, se os escapes de sangue forem muito frequentes, procure orientações do seu ginecologista, pois a pílula pode não estar funcionando adequadamente.
Como tomar a pílula anticoncepcional pela primeira vez
Pílulas combinadas - estrogênio e progestina
Mulheres que vão iniciar a pílula pela primeira vez na vida, ou que vão reiniciar o uso a após alguns meses ou anos de pausa, costumam ser orientadas a começar a caixa no primeiro dia da menstruação. Esta forma de iniciar o anticoncepcional é a mais eficaz e garante segurança contraceptiva imediata, não havendo necessidade de usar camisinha durante os primeiros dias de uso, já que a proteção contra a gravidez ocorre desde o primeiro comprimido.
Na verdade, a pílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo. Porém, esta forma de iniciar apresenta a desvantagem de não conferir proteção imediatamente. A paciente só vai estar plenamente protegida contra a gravidez após 7 dias de uso da pílula. Se a paciente tem risco de estar grávida, este modo de início também não é o mais adequado. Se há esta suspeita, é melhor esperar pela menstruação antes de iniciar a pílula (os testes de gravidez só ficam positivos após pelo menos 1 ou 2 dias de atraso menstrual - leia: TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA).
Uma vez iniciada a pílula, a mulher deve tomá-la conforme foi-lhe prescrita, sejam 21 dias contínuos e pausa de 7 dias, 24 dias contínuos e pausa de 4 dias ou uso contínuo sem pausas.
Não se deve trocar de marcas de um ciclo para o outro. Por exemplo, não adianta comprar Diane® num mês e no seguinte trocar para Yasmin®. Não é a forma correta de tomar a pílula.
Pílulas de progestina - minipílula
A minipílula pode ser iniciada em qualquer momento do ciclo, mas nos primeiros 7 dias não há garantias de que ela previna uma gravidez. Após 7 dias de uso correto, a mulher já pode ter relações sem preservativos sem haver risco de engravidar.
Assim como a pílula combinada, se a minipílula for iniciada no primeiro dia do ciclo, ou seja, no primeiro dia da menstruação, a sua ação contraceptiva é imediata, não havendo necessidade de uso de outro método anticoncepcional desde o primeiro comprimido.
O que fazer se esquecer a hora de tomar a pílula anticoncepcional
Pílulas combinadas - estrogênio e progestina
No casos dos anticoncepcionais orais combinados, a pílula não precisa ser tomada exatamente na mesma hora todo dia. Porém, não é bom atrasar a toma por mais de 12 horas. Se você tomou uma pilula às 9h, o ideal é que no dia seguinte não a tome depois das 21h.
Se o atraso for maior que 12 horas, tome a pílula assim que se lembrar, mas mantenha o horário da próxima inalterado, mesmo que isso signifique tomar duas pílulas no mesmo dia. Por exemplo, você deveria ter tomado a pílula às 19h, mas sé se lembrou no dia seguinte de manhã, às 9h. Neste caso, tome uma pílula às 9h e outra normalmente às 19h. Atrasos de apenas 1 comprimido (1 dia) não costumam causar falhas no efeito da pílula, principalmente se a mulher já estiver fazendo uso do anticoncepcional há algum tempo.
O perigo de falha é alto se a mulher esquecer de tomar 2 ou mais pílulas seguidas (mais de 48 horas de atraso), principalmente se for nos primeiros dias do ciclo. Neste caso, entre em contato com o seu ginecologista para receber orientações. Em geral, ele irá lhe sugerir a seguinte conduta:
1- Se ainda faltarem 7 ou mais comprimidos na cartela, interrompa o uso da pílula, faça uma pausa de 7 dias e então recomece com uma nova cartela.
2- Se faltarem menos de 7 comprimidos na cartela, despreze esta cartela e comece uma nova, sem fazer a pausa de 7 dias neste ciclo.
Se for ter relações sexuais, use camisinha até ter pelo menos 7 dias seguidos de uso da nova cartela.
Se você tiver tido relações sexuais durante este período de 2 ou mais dias de esquecimento, faça uso da contracepção de emergência, conhecida popularmente como pílula do dia seguinte (leia: PÍLULA DO DIA SEGUINTE | Contracepção de emergência).
Pílulas de progestina - minipílula
Como a minipílula possui quantidades muito menores de hormônios, o conceito de atraso é bem mais rigoroso. A minipílula deve ser tomada sempre na mesma hora do dia. Um simples atraso demais de 3 horas é suficiente para a pílula perder o efeito. Caso você perca a hora, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Nos próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, pois não há garantias de que o anticoncepcional esteja funcionando neste período.
Já há no mercado minipílulas, como o Cerazette®, cujo atraso nas tomadas pode ser de até 12 horas. Se houver atrasos maiores que 12 horas na ingestão do comprimido, tome a minipílula assim que se lembrar, mantendo a dose seguinte no horário habitual, mesmo que isso signifique tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Da mesma forma, durante os próximos 2 dias, toda relação sexual deve ser feita com preservativos, para evitar uma gravidez não desejada.
Dúvidas comuns sobre como tomar o anticoncepcional oral
No caso da pilula combinada de 21 ou 24 dias, se eu tiver relações desprotegidas durante a pausa posso engravidar?
Não, mesmo nos 7 ou 4 dias de pausa programada, o anticoncepcional continua agindo normalmente. Só há risco de falha se a pílula não estiver sendo tomada de forma correta.
Qual é a pílula mais eficaz, a minipílula ou a pílula combinada?
Se tomadas de forma correta, ambas têm eficácia acima de 99%. Porém, como o intervalo de tolerância da minipílula é bem mais curto, na prática, vemos as mulheres tomando a minipílula de forma errada com mais frequência e, consequentemente, tendo mais gravidezes indesejadas.
Posso tomar antibióticos durante o uso da pílula?
Sim, isto é um mito. Excetuando-se a rifampicina, que realmente corta o efeito do anticoncepcional, nenhum estudo conseguiu comprovar que outros antibiótico trazem riscos de falha da pílula. Para saber mais, leia: ANTICONCEPCIONAIS | Interações com outros medicamentos.
Tomo a pílula combinada de 21 dias e por motivos pessoais quero neste mês atrasar minha menstruação por alguns dias. Posso continuar a tomar a pílula sem fazer o intervalo de 7 dias, de forma a não menstruar?
Não. Estas pílulas são feitas para serem usadas com pausas. Você estará tomando hormônios a mais e não há garantias de que a menstruação não venha de qualquer forma. Há pílulas no mercado que podem ser usadas continuamente, sem que haja pausa para menstruação. Converse com o seu ginecologista para encontrar um anticoncepcional oral que melhor se adapta ao seu estilo de vida.
Tomar a pílula durante muitos anos faz mal? É melhor suspender a pílula de tempos em tempos para descansar os ovários?
Não. Não há nenhuma vantagem em suspender a pílula temporariamente por alguns meses após anos de uso.
Tomei a pílula anticoncepcional e vomitei logo depois. Devo tomá-la novamente neste dia?
Se a pílula tiver sido tomada há menos de 2 horas, é possível que ela tenha saído no vômito. Neste caso, a mulher deve tomar um novo comprimido, sim. No dia seguinte, o próximo comprimido deve ser tomado na hora habitual. Se o episódio de vômito ocorreu mais de 2 ou 3 horas após a ingestão da pílula, não é preciso repetir a dose. obs: diarreias, a não ser em casos muito agressivos, não interferem na eficácia da pílula.
Por distração tomei a pílula duas vezes no mesmo dia. O que fazer?
Não faça nada. Continue a tomar a pílula da mesma forma no dia seguinte. Não é preciso pular um dia para compensar.
Posso tomar anticoncepcionais orais durante a amamentação?
Em geral, a mulher não ovula durante o período de aleitamento. Se a mãe quiser ter uma maior segurança, e não está disposta a usar preservativos, o ideal é usar a minipílula, que não possui efeitos sobre a produção de leite.
Existe uma idade mínima para começar a tomar a pílula?
Não. A partir do momento que a adolescente tenha tido sua primeira menstruação, ela pode engravidar. Portanto, toda adolescente com vida sexual ativa pode usar anticoncepcionais, sem risco de atrapalhar o crescimento ou causar redução da fertilidade no futuro.
| Reacções: |
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Mensagens populares
-
DERRAME PLEURAL - Tratamento, sintomas e causas : " Derrame pleural , popularmente conhecido como água na pleura ou água no pulmão, é...
-
Ponto para as morenas : " Uma pesquisa apontou que para os homens, mulher 'perfeita' é enfermeira, morena e tem corpo de '...
-
ERISIPELA E CELULITE - Sintomas e tratamento : " Erisipela e celulite são duas infecções com características semelhantes que se d...
-
PERÍODO FÉRTIL PARA ENGRAVIDAR : " Saiba como funciona o ciclo menstrual normal e descubra quando ocorre e quanto tempo dura o perío...
-
DPOC - ENFISEMA E BRONQUITE CRÔNICA : " A doença pulmonar obstrutiva crônica , ou simplesmente DPOC , é termo usado para um grupo de do...
-
LEUCEMIA - Sintomas e Tratamento : " A leucemia é uma neoplasia maligna (câncer) dos glóbulos brancos, que são células que compõe noss...
-
ARTRITE REUMATÓIDE - Texto para leigos : " A artrite reumatóide (AR) é uma doença inflamatória crônica que pode acometer vários órgãos...
-
AVC - ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (texto para leigos) : " O AVC (acidente vascular cerebral) tem vários nomes: o mais correto é AVE ...
-
FISSURA ANAL | Tratamento e sintomas : A fissura anal é um pequeno rasgo na pele ao redor do ânus, que pode surgir após traumas, como a pas...
A minha Lista
-
-
Futuro garantidoHá 3 horas
-
-
Possivelmente a maior monocelha do mundoHá 8 horas
-
A pílula do dia seguinteHá 8 horas
-
Lançamento na terça, às 18.30Há 8 horas
-
[de viagem, souvenirs]Há 8 horas
-
O ajustamento português IIHá 13 horas
-
-
Links do Internauta 152Há 14 horas
-
-
-
-
-
O que é isso da equidade?Há 21 horas
-
mandaram-me aquiHá 22 horas
-
-
conversa 2011Há 1 dia
-
A Velocidade do 4G MaxHá 1 dia
-
-
-
-
-
-
-
-
Angelina JolieHá 2 dias
-
Laísa Portela Big Brother VipHá 2 dias
-
-
-
A 15 de Maio na Cova da Iria…Há 3 dias
-
21 SwitchbacksHá 5 dias
-
SEP entrega Caderno Reivindicativo no M. SaúdeHá 1 semana
-
Empresários.Há 1 semana
-
Vontades mudam Realidades!Há 2 semanas
-
-
Remodelar mas poupar se faz favorHá 5 semanas
-
Contra nós temos os diasHá 5 semanas
-
-
-
-
-
Oi a quem está desse lado!Há 11 meses
-
" A Força da Verdade "Há 11 meses
-
Sururus e piratariasHá 1 ano
-
-
-
um. welcomeHá 1 ano
-
-
Diana Mingatos (Portugal, 18 Anos)Há 1 ano
-
Mudança de EspaçoHá 1 ano
-
#799 The endHá 1 ano
-
Segunda feira é dia de…?Há 1 ano
-
E agora?Há 1 ano
-
Pain in the ASSHá 2 anos
-
-
Nota final.Há 2 anos
-
-
-
Asus lança Bamboo Series U CollectionHá 2 anos
-
A força da música...Há 3 anos
-
O nosso Governo é desleal!!Há 3 anos
-
Joana Duarte - GQ Portugal - DEZ09Há 3 anos
-
-
-
contracepção amamnetaçãoHá 3 anos
-
29 AnosHá 3 anos
-
TASTE ITHá 3 anos
-
[ 132 ]Há 3 anos
-
-
-
-
EclâmpsiaHá 4 anos
-
-
-
Desopilar #003Há 4 anos
-
-
-
-
-
















